Mirando salto de qualidade, Roma mostra que não está de brincadeira

A manutenção do técnico José Mourinho, a chegada do meia-atacante Paulo Dybala e a possível permanência de Nicolò Zaniolo deixaram evidente as grandes ambições da Roma para a próxima temporada. O título da Conference League parece ter dado uma injeção de ânimo nos giallorossi e mostrou que o tradicional time da capital italiana pode chegar ainda mais longe.

Dybala, que estava sem clube desde que deixou a Juventus, foi uma contratação extremamente audaciosa e chamou atenção pela qualidade que o jogador argentino poderá adicionar ao sistema ofensivo de Mourinho. A “Joya” permanecerá vinculada ao time italiano pelas próximas três temporadas e existe a opção de estender o contrato por mais um ano.

A possibilidade de o torcedor romano ver um ataque da Roma formado por Dybala, Zaniolo, Tammy Abraham e Lorenzo Pellegrini é muito grande, mas dependerá da permanência do camisa número 22, que vem sendo cogitado pela Velha Senhora. O “quarteto mágico” poderá transformar o setor ofensivo dos giallorossi em um dos mais perigosos da próxima edição da Serie A do Campeonato Italiano.

A principal ideia do “Special One” seria trabalhar a equipe na formação tática 4-2-3-1, com o recém-chegado Dybala fazendo a função de meia-atacante atrás de Abraham e com Zaniolo à direita e Pellegrini à esquerda. Os outros dois meio-campistas trabalhariam para tentar manter a estabilidade do setor. Os esquemas 3-4-1-2 e 3-4-2-1 também poderiam se encaixar nesta proposta romanista.

Atrapalhado por inúmeros problemas físicos na temporada passada e almejando mostrar serviço, Dybala assumirá um papel de protagonismo na Cidade Eterna e precisará estar pronto para o desafio. A contratação da estrela argentina foi extremamente desejada por Mourinho, o diretor-geral Tiago Pinto e o ex-jogador Francesco Totti, maior ídolo romanista. No entanto, os dois portugueses foram fundamentais para a chegada da “Joya

Mourinho teria oferecido algumas garantias positivas ao jogador de 28 anos e as supostas promessas agradaram Dybala, que poderá encontrar um ambiente muito bom na capital italiana. O treinador lusitano solicitou à diretoria que atendesse as requisições do meia-atacante e de seus representantes, tanto que a insistência da Roma em contratar o argentino foi destacada pelo próprio atleta.

Paulo Dybala é um jogador de estatura mundial, conquistou títulos e obteve reconhecimento internacional: trará sua classe a Roma e tenho certeza de que com ele seremos mais fortes e competitivos“, disse Pinto.

O diretor romano pode estar certo, pois os giallorossi evoluíram muito do ponto de vista técnico, principalmente com as chegadas de Dybala, do lateral-direito turco Zeki Çelik e do experiente meio-campista sérvio Nemanja Matic. A saída do armênio Henrikh Mkhitaryan, contudo, deverá ser sentida, mas os enxertos promovidos pela equipe deixarão essa ausência um pouco menos dolorosa.

A família Friedkin, atual proprietária da Roma, está promovendo aos poucos uma revolução silenciosa dentro do clube. Além de ter atraído Dybala e Mourinho ao audacioso projeto, que são dois nomes internacionalmente conhecidos no mundo do futebol, os giallorossi conseguiram voltar a levantar um troféu depois de muitos anos. Todos esses fatores mostram que os resultados dentro e fora de campo estão chegando.

No geral, o objetivo dos donos da Roma é desenvolver organicamente a empresa para torná-la, em certo ponto, autossuficiente. As novas contratações mostram que voltar a disputar a Champions League é a pedra angular para decolar o projeto de crescimento, juntamente com a construção da nova arena em Pietralata, que teve seu dossiê desbloqueado com o acordo fechado entre equipe e município.

Todas essas entusiasmantes novidades que aconteceram nos últimos tempos permitem que a Roma possa voltar a sonhar e declarar guerra às fortes potências do futebol italiano. A chegada de Dybala foi um enorme grito de confiança para que o calcio saiba que as coisas estão ficando sérias na capital.

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