Um inferno chamado Flamengo

“Quando o Atlético-MG for ao Maracanã, eles vão conhecer o que é inferno”. A frase de Gabigol após a derrota do Flamengo no jogo de ida, no Mineirão, era um desabafo de um jogador que acreditava na virada, que sabia da força de sua própria torcida. Mas o rival preferiu (mais uma vez) fazer daquela simples frase, um circo, um espetáculo patético de choro e mimimi. Um exagero que cobraria seu preço.

O camisa 9 rubro-negro não fez gol, não deu assistência, mas foi peça-chave para o clima de final criado para a partida de volta, no Maracanã. Do choro recorrente do Atlético à esperança do Flamengo, o combustível que faltava para a Nação Rubro-Negra “entrar em campo” foi oferecido, pasmem, pelo próprio adversário.

Diante de um Maracanã lotado e pulsando em vermelho e preto, o Flamengo jogou com doze em campo. Calma, atleticanos, não me refiro ao juiz, que nada teve a ver com a brilhante classificação rubro-negra, mas à torcida do Mais Querido. Uma atmosfera de final de campeonato, com mosaico, faixas, fumaça e muito amor ao Clube. Um reencontro com sua gente, uma conexão que, quando acontece, é receita de sucesso.

A rivalidade entre Flamengo e Atlético sempre me pareceu mais forçada do lado de lá do que vinda dos cariocas. Talvez pelo histórico sofrido dos mineiros, mas o fato é que a postura atual do time de Belo Horizonte, com notas oficiais, ofícios e muito choro, acabou, por um breve momento, fazendo a torcida do Flamengo também aumentar a temperatura dessa rivalidade. O resultado foi uma massa inflamada no Maracanã, com gana de eliminar o Atlético, como se ele fosse um grande rival rubro-negro. Não é.

Voltando ao jogo, o que o Flamengo vibrou em campo foi coisa de louco. A cada bola recuperada ou cortada, vários jogadores vibravam como se fosse gol. O time entrou pilhado e a fim de dar uma resposta. E ela veio de forma linda, diante da torcida, que fez bonito também. Não me sinto capaz de apontar um único destaque. Todos foram bem, sem exceção. Do goleiro ao 12º jogador.

A chuva que caiu no fim da noite desta 4ª feira veio para lavar a alma do torcedor. Um torcedor que “entrou em campo” com o time, chegou em cada dividida, vibrou com os acertos e apoiou nas falhas. Jogamos juntos, como em nossos grandes momentos, e nos reconectamos rumo a grandes conquistas. Aos que diziam “o ano acabou”, completo: ele acabou de começar para o Flamengo. Graças a Deus, sigo me surpreendendo e me emocionando com a Nação Rubro-Negra, a maior torcida do mundo.

Aos atleticanos, que têm um bom time e vão seguir brigando por títulos em outras competições, uma mensagem de bom retorno para casa e um recado: nunca provoque o Flamengo ou sua torcida. Vocês ajudaram a construir sua própria eliminação e conheceram o inferno rubro-negro. Acabou o amor. Para vocês.

Nota oficial:

Quem canta de galo no Maracanã é o FLAMENGO!

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