A monótona temporada biancoceleste

No princípio da temporada 2021/2022, uma expectativa foi criada acerca da equipe biancoceleste da capital italiana. A razão disso foi a contratação do técnico campano Maurizio Sarri, após cinco temporadas sob o comando de Simone Inzaghi — contratado pela Inter de Milão.

Além das naturais transferências da janela de verão, algumas coisas mudaram na Lazio, tal como a formação de jogo, um 4-3-3 após uma era de 3-5-2. De forma evidente, seria necessário um tempo para adaptação ao novo treinador e estilo, uma vez que Sarri testaria diversos jogadores em diferentes posições até que encontrasse o modelo ideal para suas partidas.

O Campeonato Italiano começou bem para as pretensões capitolinas, com vitória sobre o Empoli por 3-1, na Toscana, e em casa contra o Spezia pelo placar de 6-1. No entanto, a primeira derrota, das três para o Milan na temporada, veio logo na terceira rodada, evidenciando as falhas destacáveis da equipe romana.

Conforme a temporada avançava, tropeços corriqueiros em clássicos e também contra adversários da parte de baixo da tabela deram ao torcedor um sabor de mesmice, pois aparentemente não havia mudado nada em relação à temporada 2020-2021. Embora Ciro Immobile mantivesse a boa performance, além de excelentes partidas de Sergej Milinković-Savić e Pedro Rodríguez, outros atletas da equipe entravam e saíam do time titular na série de testes do técnico nascido em Nápoles.

No mês de janeiro, época da janela de transferências de inverno, a Lazio contratou apenas Jovane Cabral, no último suspiro do dia 31 de janeiro. Contudo, se desfez de vários atletas dos quais a torcida não gostava ou avaliava como abaixo da média, tal como Vedat Muriqi, Bobby Adekanye, Jordan Lukaku, Gonzalo Escalante, dentre outros. No caso, Cabral pouco foi aproveitado — algo imaginado pelos torcedores —, algo que deixou o laziale com um pé atrás ainda maior em relação ao que seria a temporada.

Não demorou até que as eliminações viessem, uma derrota por 4-0 para o Milan, nas quartas de final da Coppa Italia, e a desclassificação para o Porto, já na segunda fase da Liga Europa. Enquanto isso, a Lazio seguia em uma sequência mista de vitórias e derrotas, amargando uma singela sexta colocação.

Apesar dos resultados negativos, Sarri aparentemente havia encontrado seu XI (11) ideal e seguia com o mesmo por diversas partidas. No entanto, o segundo turno da Serie A foi desfavorável por derrotas pelo placar de 3-0 contra a rival Roma e também em casa para Milan e Napoli — ambas igualmente por 2-1. Dos clássicos, a Lazio, na segunda metade da Lega, só não perdeu para a Juventus. Antes do fim da janela, a propósito, venceu a Fiorentina por 3-0 em plena Firenze.

Para o laziale não era o bastante, pois a Lazio passou longe de conquistar qualquer título e no fim da temporada foi concedida com uma vaga na próxima Liga Europa por conta do 5° lugar. Nesse meio-tempo, viu a Roma, sua arquirrival, conquistar o primeiro troféu internacional e sair de uma fila de 14 anos sem títulos. Algo do gênero naturalmente levaria uma pressão para o lado azul da capital italiana.

Claudio Lotito, portanto, juntamente com o diretor Igli Tare, decidiu não renovar o contrato de alguns dos medalhões da equipe. Deste modo, Lucas Leiva, Luiz Felipe e Thomas Strakosha deixaram o clube a custo zero. O presidente e dono do clube vê como obrigação contratar novos atletas e refazer o estoque de jogadores que ficou escasso com tantas saídas em sequência para poucos reforços.

 

Por fim, como primeiro passo para a temporada 2022/2023, veio a renovação do técnico Sarri até 2025, e em seguida a contratação de Marcos Antônio, volante brasileiro que estava no Shakhtar Donetsk. O atacante Dries Mertens, o goleiro Kepa Arrizabalaga, o zagueiro Daniele Rugani e também o volante Maycon são alguns dos nomes já ventilados antes mesmo da abertura da janela de transferências. Para o torcedor da Lazio, resta a esperança de uma temporada melhor, aquele que ficou com o gostinho de quase pela queda de rendimento pós-lockdown indubitavelmente aguarda ansiosamente por uma equipe tão competitiva quanto aquela.

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