Eredivisie, os nomes do jogo na 33ª rodada

Ajax 5×0 Heerenveen (quarta-feira, 11 de maio)

Tagliafico (20′), Berghuis (33′), Haller (38′), Brobbey (85′), Álvarez (90′)

Nome do jogo: Dusan Tadic (Ajax)

Se era para garantir o título holandês em grande estilo, o Ajax começou como a torcida desejava ao lotar a Johan Cruyff Arena: encurralando o Heerenveen no campo de defesa, buscando o gol rapidamente. Ele ainda demorou um bocado, até que Nicolás Tagliafico se viu livre na área e chutou cruzado para o 1 a 0. O caminho estava aberto. Em jogada de Dusan Tadic e Jurriën Timber, Steven Berghuis completou o cruzamento para o gol vazio, ampliando a vantagem. E quando, num pênalti (Berghuis derrubado por Ibrahim Dresevic), Sébastien Haller enfim acabou com sua seca de gols, cobrando para fazer o 21º no campeonato, ficou claro que o resto do jogo seria uma festa de luxo, na última partida Ajacied em Amsterdã. Com despedidas honrosas – a oficial de Erik ten Hag, rumo ao Manchester United, e as previstas, como a de Noussair Mazraoui, substituído no jogo e rumando ao Bayern de Munique. Com um Ajax que seguia dominante, em que pesassem algumas tentativas de Amin Sarr pelo Heerenveen. Com mais dois gols, no fim do jogo (Brian Brobbey e Edson Álvarez). Com o final previsível, lustrado pelo ídolo Jari Litmanen entregando a salva de prata para o capitão Dusan Tadic levantar e simbolizar o Ajax campeão neerlandês, pela 36ª vez.

PSV 3×2 NEC (quarta-feira, 11 de maio)

Doan (36′), Gutiérrez (35′), Zahavi (61′) – Duelund (66′), Okita (71′)

Nome do jogo: Cody Gakpo (PSV)

O PSV começava a rodada ainda com perspectivas – cada vez menores, mas existentes – de tentar o título holandês. Quase saiu na frente logo no começo, num chute de Ritsu Doan à queima-roupa. Mas, em geral, tinha problemas em entrar na área, diante de um fechado NEC. Tudo bem: se o caso era arrumar chances de gol, elas vieram em chutes de fora da área. Doan fez 1 a 0 num arremate no canto direito, e Erick Gutiérrez ampliou ainda mais bonito – chute no ângulo esquerdo do goleiro Mattijs Branderhorst. No segundo tempo, Eran Zahavi lustrou sua despedida de Eindhoven fazendo o terceiro após tabela com Philipp Max – e sendo substituído sob muitos aplausos. Aí, o clima já era de impossibilidade de título. E o relaxamento do PSV abriu espaço para o NEC diminuir a vantagem do time de Eindhoven – com Mikkel Duelund completando lançamento de modo estiloso, e Jonathan Okita convertendo um pênalti. Pouco para impedir uma digna vitória do vice-campeão nacional. Cuja torcida tentou convencer outro substituído, Cody Gakpo, a ficar em Eindhoven por mais uma temporada, com direito a aplausos massivos e até a uma faixa simulando um “contrato gigante”, feita pela torcida organizada. Pelo menos, Gakpo já “assinou” a faixa.

Go Ahead Eagles 0x1 Feyenoord (quarta-feira, 11 de maio)

Linssen (72′)

Nome do jogo: Bryan Linssen (Feyenoord)

Diante de tantos jogos decidindo tanta coisa, foi até curioso ver a partida em Deventer disputada no clima de “amistoso de luxo”. Nem Go Ahead Eagles nem Feyenoord criaram muita coisa no ataque – e o “Kowet” mandante ainda disputa firme o último lugar na repescagem por vaga na Conference League. Jogando com um time misto, o Feyenoord conseguiu o lance da vitória num erro da defesa: a bola sobrou com Alireza Jahanbakhsh, este passou a Bryan Linssen, e o atacante (talvez indo para o Urawa Red Diamonds japonês) completou para o único gol do jogo. Valeu para garantir o terceiro lugar do campeonato ao Feyenoord. O que poderia ser uma “decisão” na última rodada, contra o Twente, virará apenas um jogo para cumprir tabela. Melhor assim. Afinal, há uma final – Conference League – pela frente…

Twente 3×0 Groningen (quarta-feira, 11 de maio)

Cerny (30′), Limnios (69′, 82′)

Nome do jogo: Vaclav Cerny (Twente)

Primeiro, foram as emoções tristes em Enschede. Muito tristes, aliás: talvez mesmo a pessoa mais impassível presente ao estádio De Grolsch Veste tenha deixado escapar algumas lágrimas, na cerimônia pré-jogo com que o Twente homenageou o atacante Jody Lukoki (1992-2022), morto na segunda-feira passada, membro da equipe quando a temporada começou (foi dispensado em fevereiro): o filho de Lukoki entrou em campo com o time dos Tukkers, plantou girassóis em frente a uma foto com o pai, chorou no ombro de alguns ex-colegas do pai, e a torcida cantou “You’ll never walk alone”, cânone dos estádios mundo afora. Trauma amenizado, vieram as emoções alegres. Como se homenageasse Lukoki, o Twente fez uma de suas melhores atuações na temporada, dominando completamente o Groningen. Começando com Vaclav Cerny, titular pela primeira vez desde o começo do ano passado, também voltando a marcar – fez o 1 a 0 após passe de Joshua Brenet, e comemorou erguendo uma camiseta de Lukoki ao ar, enquanto o órfão acompanhava o jogo no banco de reservas. Depois, com Dimitris Limnios: o atacante grego aproveitou uma falha de Neraysho Kasanwirjo para fazer 2 a 0, e completou bola ajeitada por Ricky van Wolfswinkel para fechar o placar. Com o empate do AZ, o Twente está garantido numa competição europeia, após sete anos: entrará na terceira fase preliminar da Conference League, garantido no quarto lugar que está. Após o pranto do início, a festa (merecida) do fim para os Tukkers.

Utrecht 2×2 AZ (quarta-feira, 11 de maio)

Van de Streek (37′), Douvikas (90′ + 2) – Pavlidis (12′, 16′)

Nome do jogo: Vangelis Pavlidis (AZ)

Antes mesmo do campeonato terminar, o AZ sabe que teve na dupla Jesper Karlsson-Vangelis Pavlidis seus maiores destaques na temporada. O 2 a 0 tão rápido mostrou isso, com duas jogadas muito semelhantes: Karlsson cruzou, Pavlidis conferiu, gol. Parecia um modo de fazer mais pressão sobre o Twente, que já vencia. Mas Sander van de Streek sinalizou que o Utrecht estava vivo, diminuindo ainda no primeiro tempo. O resto do jogo foi truncado, sem domínio para os visitantes de Alkmaar. A torcida do Utrecht ainda perturbou o andamento: aos 88′, sinalizadores jogados contra o gramado causaram a interrupção do jogo por alguns minutos. Na volta, já nos acréscimos, Anastasios Douvikas empatou, de modo até inesperado. E não adiantou para o AZ ter a dupla Karlsson-Pavlidis em alta: o time terá de disputar a repescagem por vaga na Conference League, exatamente como o Utrecht.

Fortuna Sittard 1×2 Vitesse (quarta-feira, 11 de maio)

Gladon (43′) – Manhoef (45′ + 1), Openda (62′)

Nome do jogo: Loïs Openda (Vitesse)

O Fortuna Sittard já continuaria se esforçando contra o rebaixamento, e ainda tinha muitos desfalques para o jogo (para citar apenas um: Zian Flemming, justamente o nome da vitória diante do Twente, na rodada passada). Ainda assim, começou mais intenso do que o Vitesse, que já cumpre tabela, garantido nos play-offs para a Conference League. E um pênalti de Tomas Hajek, alertado pelo VAR, foi marcado – e abriu caminho para Paul Gladon fazer 1 a 0. Parecia um salto gigante para os Fortunezen escaparem. O Vitesse tirou a rede de segurança desse salto logo depois, quando Million Manhoef fez 1 a 1. E como quase sempre nesta temporada, Loïs Openda foi decisivo para os visitantes de Arnhem, virando o jogo e garantindo uma vitória. Por tabela, garantindo o sofrimento do Fortuna Sittard por mais uma rodada…

RKC Waalwijk 2×0 Heracles Almelo (quarta-feira, 11 de maio)

Kramer (20′), Van der Venne (62′)

Nome do jogo: Richard van der Venne (RKC Waalwijk)

O Heracles Almelo começou a rodada praticamente livre do rebaixamento. Pelo menos, pensava assim. Postura algo perigosa, diante de um RKC Waalwijk que pode ser frágil, mas tem gente confiável no ataque. Como Michiel Kramer: mesmo longe de ser um primor de técnica, o atacante faz seus gols aqui e ali. E fez um deles, completando toque de Finn Stokkers para abrir o placar. Foi a senha para uma atuação bem superior dos mandantes de Waalwijk – assegurada com um belo gol de Richard van der Venne, em toque sutil, com a bola encobrindo o goleiro Koen Bucker. E quem terminou a partida sossegado foi o RKC: mesmo podendo ser alcançado em pontos, só uma hecatombe no saldo de gols (primeiro critério de desempate) impediria que o time auriazul emplaque mais uma temporada na Eredivisie. O Heracles Almelo, antes sossegado, caiu para o 14º lugar, só dois pontos acima da posição de repescagem na zona de rebaixamento. Lembra, do pior jeito possível: estar praticamente livre não é estar livre.

Cambuur 1×1 Willem II (quarta-feira, 11 de maio)

Sylla (43′), Köhn (55′)

Nome do jogo: Mats Köhlert (Willem II)

Era um Cambuur que, de ponto em ponto, estava muito próximo de garantir a salvação, contra um Willem II desesperado, em penúltimo lugar. E o desespero poderia ter aumentado, caso o placar ficasse no 1 a 0 que o time da casa fez em Leeuwarden, graças a um chute de Sekou Sylla, para estufar as redes. Mas Mats Köhlert seguiu mantendo a esperança acesa no Willem II, criando jogadas, pressionando. E o lateral esquerdo Derrick Köhn confirmou isso, empatando em jogada individual. O resto ficou nisso. Ao Cambuur, o alívio: já não são necessários mais pontos, a temporada 2022/23 será na primeira divisão. Ao Willem II, aquela mistura tensa de sentimentos: o desespero segue, ainda na penúltima posição, o otimismo de saber que há chances de escapar ou ter a segunda chance na repescagem, a incerteza de notar que o time continua jogando mal… qual será o final dos Tilburgers, no domingo?

Sparta Rotterdam 2×0 Zwolle (quarta-feira, 11 de maio)

Auassar (3′), Van Crooij (24′)

Nome do jogo: Vito van Crooij (Sparta Rotterdam)

A possível decisão do título em favor do Ajax (que se confirmou) chamava mais a atenção pública, mas se havia uma daquelas “finais” que prometiam muita emoção, ela estava entre essas duas equipes: Sparta em antepenúltimo lugar, Zwolle em último, era uma “final” contra o rebaixamento. Quem perdesse, amargaria a queda para a segunda divisão. Bastaram três minutos de bola rolando para que se tivesse uma indicação do que aconteceria: o experiente Adil Auassar desviou cobrança de falta para o 1 a 0 dos Spartanen. O Zwolle superou o impacto do gol contra precoce tentando o ataque. Quase teve o empate: Thomas van den Belt mandou a bola na trave, pouco depois. O Sparta mostrou logo depois que a competência pode impor o pior dos castigos: na chance seguinte que teve, Younes Namli cruzou para Vito van Crooij fazer 2 a 0. O nervosismo ficou demais para a torcida dos visitantes, que chegou a forçar a interrupção do jogo ao atirar cadeiras quebradas ao gramado. Em campo, quando o Zwolle tentava, o goleiro Maduka Okoye estava a postos. E o Sparta foi o vencedor da “final”: ainda continua aspirando à escapatória da zona perigosa. Coisa que o Zwolle não pode mais fazer. Só pode chorar, rebaixado que está.

Classificação fornecida por SofaScore LiveScore

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