Eredivisie, os nomes do jogo na 31ª rodada

Utrecht 1×0 NEC (sexta-feira, 29 de abril)

Douvikas (77′)

Nome do jogo: Anastasios Douvikas (Utrecht)

Desde que a partida começou no estádio De Galgenwaard, o Utrecht foi ofensivo como não vinha sendo nos jogos mais recentes. Rondou mais a área. Teve mais oportunidades: com Anastasios Douvikas, com Quinten Timber (o volante tem chegado bastante à área nas partidas mais recentes dos Utregs), com Djevencio van der Kust. No segundo tempo, Pontus Almqvist chutou, e a bola passou perto da meta de Mattijs Branderhorst. Mas foi numa jogada bem mais sofrida que saiu, enfim, o gol do alívio, o gol da primeira vitória do Utrecht no Campeonato Holandês desde fevereiro, o gol do primeiro triunfo sob o comando do interino Rick Kruys: num escanteio, Branderhorst cedeu o rebote por duas vezes, até Douvikas fazer o 1 a 0. Pouco? Pois a vitória praticamente garantiu o Utrecht nos play-offs que valem vaga na Conference League. É alguma coisa.

Ajax 3×0 Zwolle (sábado, 30 de abril)

Tadic (30′), Klaassen (51′, 80′)

Nome do jogo: Dusan Tadic (Ajax)

Tão logo a partida começou em Amsterdã, uma chance perdida do Zwolle indicou que o Ajax poderia sofrer de novo, como anda sofrendo nas rodadas recentes do Campeonato Holandês. Mas este jogo não foi igual àqueles que passaram (até pela escalação do Ajax, dando a primeira chance como titular ao volante/zagueiro/lateral Youri Regeer, 18 anos). Logo o líder do campeonato passou a cercar a área do Zwolle, em busca de espaço para o gol, criando mais chances – e sendo até mais dominante do que vinha sendo. No entanto, só um momento de brilhantismo abriu o caminho da vitória: após lançamento de Kenneth Taylor – outra atuação promissora do jovem -, Dusan Tadic fez 1 a 0 com um voleio perfeito, estufando as redes e dando ainda mais destaque ao 124º jogo seguido do sérvio pelo Ajax na Eredivisie – ninguém jogara tantas vezes consecutivas antes na longa história Ajacied na liga neerlandesa. E tão logo o segundo tempo começou, Tadic também despontou: passou para Jurriën Timber chutar na trave, e no rebote, Davy Klaassen fez 2 a 0. E o Ajax, depois de muitas rodadas, voltou a viver uma partida tranquila: dominando o Zwolle, controlando a vantagem, sem sofrer sustos. E só para não deixar dúvidas, Klaassen fez o 3 a 0, seu segundo no jogo, em grande estilo: chute de média distância, no ângulo esquerdo do goleiro Kostas Lamprou. Mais uma vitória, mais uma semana na liderança, mais alguns passos dados pelo Ajax rumo ao título da Eredivisie.

Heracles Almelo 1×1 Twente (sábado, 30 de abril)

Fadiga (36′) – Smal (45′ + 3)

Nome do jogo: Giacomo Quagliata (Heracles Almelo)

No “dérbi do Twenthe” (região da província de Overijssel, onde ficam as cidades de Almelo e Enschede), dois tempos distintos. Nos primeiros 45 minutos, muitos eventos em campo. Aos sete minutos, Sinan Bakis marcou para o Heracles Almelo – alarme falso: Bakis estava impedido, e o gol foi anulado. Aos 15′, o time da casa teve o primeiro grande golpe: Anas Ouahim cometeu falta dura em Dimitris Limnios, e levou o cartão vermelho – o juiz Sander van der Eijk até deixara passar, mas o VAR alertou, e Van der Eijk mudou a decisão ao rever o lance. Seriam 75 minutos com um a menos para o time alvinegro, que quase tomou um gol de Ricky van Wolfswinkel minutos depois – quase, porque o gol também foi anulado (o goleiro Koen Bucker sofrera falta ao deixar a bola cair). E do sofrimento, o Heracles foi à salvação: aos 36′, Emil Hansson acelerou contra-ataque, e Noah Fadiga completou para o 1 a 0 no Twente. A vantagem só não seguiu a mesma porque, nos acréscimos da etapa inicial, Fadiga cometeu falta, cobrada com perfeição por Gijs Smal: 1 a 1. E no segundo tempo, as coisas foram mais truncadas. O que não significa que o Heracles deixou de buscar a vitória: na volta do intervalo, o time pressionou o Twente, em chances de Giacomo Quagliata e Bakis. Na reta final, segurou os (tímidos) ataques do rival regional. E conseguiu um empate elogiável, tendo em vista as circunstâncias. Pelas quais o Twente lamenta, perdendo fôlego na disputa pelo 3º lugar.

Sparta Rotterdam 1×1 AZ (sábado, 30 de abril)

Van Crooij (90′ + 4) – Pavlidis (48′)

Nome do jogo: Vito van Crooij (Sparta Rotterdam)

Para a reta final de uma disputa cada vez mais equilibrada para fuga da repescagem de acesso/do rebaixamento, o lanterna Sparta Rotterdam antecipava a estreia do técnico Maurice Steijn (já garantido a partir da próxima temporada, Steijn teve a chegada adiantada após Henk Fräser pedir demissão). Até que colaborou na mudança do time: os Spartanen foram um pouco mais ousados nas tentativas de ataque. Mas ficaram resguardados na defesa a maior parte do tempo. Até porque o AZ, mais qualificado tecnicamente, criou mais oportunidades de abrir o placar: Fredrik Midtsjo e Tijjani Reijnders fizeram o goleiro Maduka Okoye trabalhar firme, e Zakaria Aboukhlal teve a grande chance de gol. Logo que a etapa complementar começou, foi inevitável: Aboukhlal ajeitou, Vangelis Pavlidis recebeu e fez 1 a 0 – o VAR ainda pediu análise por suposto impedimento, mas Pavlidis estava em posição legal. E por um longo tempo, a vantagem do time de Alkmaar pareceu sob controle. Até o último dos quatro minutos de acréscimo no estádio Het Kasteel, em Roterdã. Foi quando Vito van Crooij cobrou falta com precisão: poucos gols foram tão comemorados na rodada quanto o do empate, no lance final do jogo. Chance perdida para o AZ, que segue atrás do Twente na tabela. Para o Sparta, que até continua na última posição – pelo saldo de gols -, um ânimo dos mais encorajadores. Ainda há vida contra o rebaixamento. E enquanto há vida, há esperança em Roterdã.

Heerenveen 3×3 Cambuur (domingo, 1º de maio)

Tahiri (5′), Van Hooijdonk (34′), Van Aken (90′ + 6) – Uldrikis (13′), Maulun (65′), Paulissen (90′ + 4)

Nomes do jogo: Thom Haye (Heerenveen) e Issa Kallon (Cambuur)

O belíssimo gol de Anas Tahiri que abriu o placar a favor do Heerenveen – voleio, de primeira, após cruzamento preciso de Thom Haye – foi um sinal das emoções que viriam no “dérbi da Frísia”. E o Cambuur, ao contrário do que pudesse parecer, colaborou: já aos 13′, Roberts Uldrikis empatou, cabeceando a bola para a rede. Mas o time da casa continuou atacando mais, e Sydney van Hooijdonk primeiro teve um alarme falso (aos 27′, um gol dele foi anulado), para depois comemorar sem freios, desviando de cabeça. Mas o Cambuur, precisando vencer para evitar ameaças de rebaixamento nas últimas rodadas – o clube de Leeuwarden vinha de seis derrotas seguidas – se agigantou na etapa final. Primeiro, contou com o auxílio do VAR: o juiz viu o vídeo e notou pênalti de Joost van Aken em Issa Kallon – Robin Maulun bateu e empatou. E os acréscimos foram o fecho digno de um jogo emocionante. Aos 90′ + 4, num chute de longe, Mitchel Paulissen virou o placar para o Groningen, no que parecia um triunfo saboroso. Parecia: por incrível que possa parecer, houve tempo para Van Aken fazer 3 a 3, literalmente no último lance do jogo. Sorte de quem viu a partida mais emocionante da rodada

PSV 4×2 Willem II (domingo, 1º de maio)

Doan (2′), Gakpo (31′), Zahavi (45′ + 3), Dammers (contra, 60′) – Nunnely (44′), Kabangu (50′)

Nome do jogo: Ritsu Doan (PSV)

Diante de um Willem II cada vez mais desesperado para tentar evitar o rebaixamento, o PSV teve o melhor começo possível: bastaram 1m18s para Cody Gakpo ajeitar, Philipp Max cruzar e Ritsu Doan fazer 1 a 0 – o VAR ainda recomendou a revisão, alertando impedimento de Carlos Vinícius na origem da jogada, mas o juiz Jochem Kamphuis disse que aquilo não tivera interferência. Depois de algum tempo, cruzamento preciso de Mauro Júnior, e o cabeceio sutil de Cody Gakpo rendeu o 2 a 0 aos mandantes em Eindhoven. Só que, se os laterais estavam muito bem no apoio, deixavam a desejar na marcação. Aí, o Willem II começou a assustar: de cabeça, Ché Nunnely reacendeu as esperanças do time de Tilburg (16º gol do atacante contra o PSV, em toda a sua carreira). Esperanças frustradas ainda antes do intervalo, com o gol de Eran Zahavi. E novamente reavivadas no começo do segundo tempo, quando Elton Kabangu diminuiu novamente a vantagem do PSV. No entanto, o que o ataque dos Tricolores fez, a defesa desfez: Wessel Dammers desviou um lançamento de Joey Veerman para a própria meta, cometendo gol contra. E o PSV se livrou de vez dos sustos, mantendo as perspectivas de disputar o título na Eredivisie.

Go Ahead Eagles 1×2 Vitesse (domingo, 1º de maio)

Lidberg (35′) – Openda (13′, 69′)

Nome do jogo: Loïs Openda (Vitesse)

O Go Ahead Eagles já alegrava a torcida antes do jogo, com uma simpática iniciativa: uma camisa especial, para arrecadar fundos à campanha de Pleun, uma garota de 7 anos que sofre com a doença de Barret – está cega -, mas que procura coletar dinheiro para pesquisas sobre a doença, vendendo sorvetes coloridos. Dentro de campo, no entanto, o Vitesse teve mais motivos para sorrir no começo. Ainda mais com Loïs Openda. Aos 10′, o atacante belga mandou a bola na trave; e aos 13′, fez o gol, após lançamento de Toni Domgjoni. Só aí, o time da casa “acordou” no jogo: começou a criar mais chances, e devolveu na mesma moeda para o 1 a 1 – lançamento de Bas Kuipers, conclusão de Isac Lidberg, gol. Aí, a partida ficou mais atraente, com ataques de parte a parte. Coube a Openda se afirmar como o nome decisivo: após Riechedly Bazoer lançar a bola, ele fez seu 15º gol na temporada da Eredivisie, recolocando o Vites na frente. Após 106 dias, o time aurinegro voltou a vencer na liga. Com Openda, destaque antes, destaque agora.

Fortuna Sittard 1×3 Feyenoord (domingo, 1º de maio)

Flemming (70′) – Geertruida (8′, 25′), Nelson (52′)

Nome do jogo: Lutsharel Geertruida (Feyenoord)

Nem mesmo estar às portas do jogo de volta das semifinais da Conference League, contra o Olympique de Marselha, fez o Feyenoord tirar o pé do acelerador: todos os titulares foram a campo em Sittard. E diante de um Fortuna que deixou espaços demais – principalmente pelas laterais -, o Stadionclub aproveitou para rapidamente encaminhar a vitória. Que o diga Lutsharel Geertruida: o lateral direito fez 1 a 0 de cabeça, e marcou o segundo completando cruzamento de Reiss Nelson. Isso, contando só os gols feitos: até pênalti o Feyenoord teve a favor – Orkun Kökcü cobrou, e o goleiro Yanick van Osch espalmou. No começo do segundo tempo, Nelson tranquilizou de vez, fazendo 3 a 0 num toque sutil após driblar o goleiro. E o Feyenoord pôde se dar ao luxo de poupar jogadores, tomou um gol (Zian Flemming, completando lançamento de Mats Seuntjens), sem correr riscos de perder a vitória que aumentou sua vantagem na terceira posição, diante do tropeço do Twente. Agora, o foco vai a Marselha. Com Marcos Senesi como única preocupação, com leves dores no tornozelo.

RKC Waalwijk 3×1 Groningen (domingo, 1º de maio)

Stokkers (16′, 25′), Van der Venne (39′) – Strand Larsen (58′)

Nome do jogo: Finn Stokkers (RKC Waalwijk)

Obviamente, a vitória seria bem vinda para as duas equipes. Mas um pouco mais providencial para o time de Waalwijk, já começando a sentir o bafo quente da zona de repescagem/rebaixamento. Pois os donos da casa mostraram a intensidade exigida de quem estava mais necessitado. A prova foi o primeiro gol: Damil Dankerlui recuou a bola curta demais para o goleiro Peter Leeuwenburgh, Finn Stokkers aproveitou e fez 1 a 0. No segundo, os papéis habituais de ataque até se inverteram: o finalizador Kramer cruzou, o circulador Stokkers mandou para as redes. E Richard van der Venne deu o toque de brilhantismo à vitória que já se encaminhava: encobriu Leeuwenburgh aos 39′, para o 3 a 0. Com três mudanças no intervalo, o Groningen tentou a reação. Até conseguiu um gol, com Jorgen Strand Larsen, em tabela com Cyril Ngonge. Nada que perturbasse a alegria do RKC Waalwijk, com três pontos que o fazem se aproximar de garantir mais um ano na segunda divisão. Mais uma celebração em Waalwijk, além da causada pelo gesto nobre dos mandantes: jogar com uniformes desenhados pelas crianças da Villa Pardoes, estância destinada a hospedar crianças com doenças sérias (os uniformes serão leiloados, com a renda destinada a custear quantas internações/hospedagens sejam possíveis).

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