Eredivisie, os nomes do jogo na 29ª rodada

Go Ahead Eagles 4×0 Willem II (sexta-feira, 8 de abril)

Lidberg (26′), Córdoba (35′), Heil (70′), Cardona (82′)

Nome do jogo: Andries Noppert (Go Ahead Eagles)

Bem que o Willem II buscou mais o gol no princípio de jogo em Deventer – Hornkamp teve uma boa possibilidade, mas parou no goleiro Andries Noppert, que começava excelente atuação. E o Go Ahead Eagles tomou fôlego para brilhar na reta final do primeiro tempo. A torcida impulsionou, e nas bolas altas, o time da casa abriu vantagem – primeiro, com Isac Lidberg completando um bate-rebate na área, depois com Iñigo Córdoba escorando cruzamento. Na etapa final, os visitantes de Tilburg (cada vez mais ameaçado pelo rebaixamento) partiram para a pressão no início, mas pararam nas boas defesas de Noppert. Após se aguentar no abafa visitante, o Kowet voltou a ter alguma abertura para contra-atacar. Uma tentativa, e Ogechika Heil chutou para o 3 a 0; outra chance, em escanteio, e Marc Cardona completou a goleada. Contra um Willem II abatido, o Go Ahead Eagles não só se livrou de vez das ameaças de rebaixamento: sonha até com vaga nos play-offs por lugar na Conference League. Os aurirrubros de Deventer se confirmam como a mais agradável surpresa da temporada.

Utrecht x Fortuna Sittard (sábado, 9 de abril)

Ramselaar (5′) – Flemming (61′)

Nome do jogo: Zian Flemming (Fortuna Sittard)

Mal a partida tinha começado, um passe de Mark van der Maarel serviu Bart Ramselaar, que chutou para fazer 1 a 0. Vantagem precoce e bem vinda para o Utrecht, que precisava de vitória para se reanimar na temporada. Mais razões para otimismo vieram do lado mandante, tantas foram as chances criadas no primeiro tempo, de um cabeceio de Willem Janssen que passou por cima do gol a um chute de Quinten Timber. Azar dos Utregs, por não terem aproveitado. Porque se o início do primeiro tempo foi deles, o início do segundo período foi do Fortuna Sittard. Que começou em cima do adversário, criando várias oportunidades de gol… até que Zian Flemming, o melhor atacante dos Fortunezen, enfim empatou, num rebote. O Utrecht quase teve um alívio aos 89′, mas ele virou frustração: o zagueiro Mark van der Maarel até marcou gol, mas a jogada foi anulada (Willem Janssen desviara a bola com a mão). E o Fortuna Sittard saiu sorrindo com o empate: garantiu um ponto valioso na disputa para evitar o rebaixamento, contra Sparta Rotterdam – derrotado – e Zwolle. Já o Utrecht ainda não venceu sob o comando do interino Rick Kruys…

Ajax 2×1 Sparta Rotterdam (sábado, 9 de abril)

Klaassen (49′), Tadic (62′) – De Kamps (33′)

Nome do jogo: Davy Klaassen (Ajax)

Está tão repetitivo que parece até o episódio de uma série. O Ajax vem começando mal seus jogos no Campeonato Holandês há algum tempo. Foi o caso neste sábado: sem os lesionados Antony e Lisandro Martínez, o time da casa tinha sérias dificuldades para achar espaço na defesa do Sparta Rotterdam, fechadíssima. Além do mais, os Spartanen exibiam algum perigo, aqui e ali, em contragolpes. Piorando as coisas para os Ajacieden, Nicolás Tagliafico (titular de novo na lateral esquerda) também se lesionou, machucando o tornozelo. E numa falha dupla da defesa – reposição mal feita de André Onana, desatenção de Edson Álvarez -, o Sparta foi esperto, e abriu o placar, no roubo de bola de Arno Verschueren e no chute forte de Joeri de Kamps. De novo, o time de Amsterdã precisaria correr atrás da virada. Para sua sorte, trata-se do líder da Eredivisie. E como tal, como sempre tem ocorrido nos jogos mais recentes, impôs a superioridade rapidamente no segundo tempo. O roteiro foi quase igual à virada contra o Groningen, na rodada passada. Primeiro, Davy Klaassen empatando; depois, de pênalti (agora, mais duvidoso), Dusan Tadic decretou a virada. Que poderia ter sido mais completa, já que Sébastien Haller teve um gol anulado. Aliás, o Ajax novamente poderia ter jogado melhor. Mas, de novo, nada tem a lamentar. De novo, saiu com os três pontos. E de novo, continua líder – e cada vez mais perto do 36º título holandês de sua história.

NEC 0x2 Twente (sábado, 9 de abril)

Misidjan (65′), Limnios (75′)

Nome do jogo: Ali Akman (NEC)

A não ser por uma chance de Michel Vlap para o Twente, chutando de média distância para fora, o primeiro tempo teve pouco a ser comentado em Nijmegen. Mas o equilíbrio entre os dois times se acabou logo no começo do segundo tempo. Foi quando Ali Akman cometeu falta dura sobre Michal Sadílek: o VAR revisou, e o juiz Dennis Higler deu o cartão vermelho direto a Akman. Com a vantagem numérica em campo, o Twente enfim pôde dar vazão à superioridade técnica que tem. Virgil Misidjan entrou driblando na área antes de chutar para o 1 a 0, enquanto Dimitris Limnios completou a vitória escorando cruzamento. E os visitantes de Enschede seguem com perspectivas até de vaga direta nas competições europeias – provavelmente, na Liga Europa. Motivos de sobra para a torcida visitante, enfim com seu espaço reaberto no estádio De Goffert após a queda de parte do setor (no ano passado), celebrar com os vencedores.

Heerenveen 3×1 Groningen (domingo, 10 de abril)

Van Hooijdonk (7′ ,53′), Van Beek (80′) – Kasanwirjo (29′)

Nome do jogo: Sydney van Hooijdonk (Heerenveen)

O Heerenveen ensaiava uma reação há algumas rodadas. E se pode dizer que ele a completou no “Dérbi do Norte” desta rodada. Principalmente, graças à dupla em quem o time alviazul da Frísia mais apostava, desde a chegada em janeiro: Amin Sarr e Sydney van Hooijdonk. Ambos já apareceram na jogada do primeiro gol: Sarr driblou o goleiro Peter Leeuwenburgh (saída meio precipitada do gol), chutou na trave, mas Van Hooijdonk – filho do ex-atacante dos anos 1990 e 2000, sempre bom lembrar – aproveitou a sobra para o 1 a 0. Neraysho Kasanwirjo ainda deu alguma perspectiva ao Groningen, ao empatar em chute bonito, aproveitando sobra de escanteio. Porém, quando Van Hooijdonk já fez 2 a 1 no começo do segundo tempo, num lance em que tirou dois defensores da jogada com um só drible, ficou claro para os torcedores no estádio Abe Lenstra: enfim, o jovem emprestado pelo Bologna-ITA iria decidir uma partida. O gol de Sven van Beek, de cabeça, aos 80′, foi só a cereja do bolo, numa vitória que consolida a recuperação do Heerenveen. Os leves temores de rebaixamento são coisa do passado. Agora, o foco do Fean vai para um lugar na repescagem que leva à Conference League. Afinal, é mais um clube na disputa.

PSV x RKC Waalwijk (domingo, 10 de abril)

Veerman (38′), Teze (69′)

Nome do jogo: Bruma (PSV)

Diante de partida mais importante vindo por aí – na quinta, a volta contra o Leicester City, pelas quartas de final da Conference League -, o PSV teve um time misto entrando em campo nesta rodada. Mesmo assim, dominou o RKC Waalwijk durante a maior parte do primeiro tempo. Poderia ter aberto o placar até mais cedo: Bruma perdeu pelo menos duas excelentes chances. Talvez tenha sido melhor assim – afinal, o belo chute de Joey Veerman que fez o 1 a 0, estufando as redes, mereceu mais destaque. Na etapa final, bem que a dupla de ataque do RKC (único ponto positivo da equipe) buscou o gol – Michiel Kramer quase o marcou, após excelente jogada de Jens Odgaard. Ainda assim, justo nessa fase em que os visitantes de Waalwijk mais ousavam, o PSV lhes cortou o barato com precisão – bastou um avanço de Jordan Teze para fazer 2 a 0 e encaminhar a vitória, tranquila até mesmo quando Finn Stokkers teve um gol anulado para o RKC Waalwijk. Houve tempo e calma até para os destaques (Cody Gakpo, Eran Zahavi, Noni Madueke) jogarem alguns minutos. E aí, talvez, haja o único problema do vice-líder PSV, quatro pontos atrás do Ajax: Madueke saiu de campo mancando…

Vitesse 1×0 Cambuur (domingo, 10 de abril)

Openda (42′)

Nomes do jogo: Loïs Openda (Vitesse) e Pieter Bos (Cambuur)

Antes mesmo que a partida começasse em Arnhem, o Cambuur já estava baleado: vários jogadores do time de Leeuwarden sofreram com intoxicação alimentar – além dos onze titulares (deles, só o meio-campista Hoedemakers teve de se ausentar do jogo), somente quatro reservas estiveram à disposição do técnico Dennis Haar. E no primeiro tempo, isso se notou: o Vitesse foi superior, teve mais chances, e por fim fez 1 a 0, no 13º gol de Loïs Openda na temporada, completando lançamento de Matus Bero. O único senão do Vites foi o choque do goleiro Jeroen Houwen com Roberts Uldrikis, nos acréscimos da etapa inicial – com problemas e dores, Houwen teve de ser substituído por Markus Schubert. Ainda assim, mesmo na etapa complementar, quem teve de trabalhar foi Pieter Bos: o goleiro do Cambuur fez várias boas defesas para impedir vantagem maior do Vitesse. Que já parece focado em garantir seu lugar na repescagem que leva à Conference League. Ao Cambuur, embora essa possibilidade exista, é menor: já são oito derrotas nos últimos nove jogos.

Heracles Almelo 1×4 Feyenoord (domingo, 10 de abril)

Bakis (1′) – Kökcü (21′), Nelson (39′), Til (45′), Walemark (70′)

Nome do jogo: Reiss Nelson (Feyenoord)

Eram 50 segundos de jogo em Almelo quando Anas Ouahim veio veloz com a bola pela esquerda, cruzou rasteiro, Lucas Schoofs também chutou ao rés do chão, e Sinan Bakis desviou levemente com o calcanhar para fazer 1 a 0. Parecia que o cansaço do intenso 3 a 3 com o Slavia Praga-TCH (quartas de final da Conference League) se faria sentir no Feyenoord. Que nada: como o técnico do Heracles, Frank Wormuth, brincou, a vantagem é que talvez tenha vindo “cedo demais”. Porque o Stadionclub seguiu com mais posse de bola, rondando a área dos Heraclieden… até o empate, numa jogada veloz: triangulação entre Reiss Nelson, Marcus Pedersen e Orkun Kökcü, que chutou quase sem ângulo para o empate. De um escanteio veio a virada, no primeiro gol de Reiss Nelson pela Eredivisie. E ainda houve tempo para que Guus Til, mesmo mancando pela lesão no pé – seria substituído no intervalo – completasse cruzamento de Nelson para o 3 a 1 antes do intervalo. No segundo tempo, o Heracles começou assustando de novo: o goleiro Ofir Marciano fez duas boas defesas, houve um chute na trave… mas os sustos terminaram quando Patrik Walemark, em seu primeiro lance no jogo (substituiu Luis Sinisterra), ajeitou o chute torto de Jens Toornstra com um toque sutil de calcanhar, no mais bonito gol do jogo, transformando a vitória em goleada. Ao Feyenoord, de lamentação, só as lesões de Til e Luis Sinisterra.

Zwolle 2×1 AZ (domingo, 10 de abril)

Kastaneer (51′), Redan (86′) – Pavlidis (81′)

Nome do jogo: Daishawn Redan (Zwolle)

No primeiro tempo, o único lance a chamar mais a atenção no estádio Mac³Park foi apenas a obrigação do goleiro Kostas Lamprou, do Zwolle, em trocar sua camisa: o modelo dela se assemelhava demais ao uniforme preto, reserva, que o AZ utilizava como visitante. Só isso já dava uma noção de como os primeiros 45 minutos foram desanimados – até demais, para times que tanto precisavam da vitória. Mas o marasmo se “resolveu” no segundo tempo. Em primeiro lugar, por obra e graça de Gervane Kastaneer: de cabeça, o atacante abriu o placar para os Zwollenaren. E depois, porque o time da casa não se contentou com a vantagem que tinha: continuou pressionando em busca de mais gols. O AZ, por sua vez, também retrucou tentando o empate, com Jesper Karlsson, com Jordy Clasie… até que, aos 81′, Vangelis Pavlidis empatou num belo lance individual (chute forte, após drible em Bram van Polen). Golpe duro para o Zwolle? Sim. Mas Daishawn Redan aliviou o temor da torcida no estádio, da melhor maneira possível: a quatro minutos do fim (fora os acréscimos), um chute do jovem atacante holandês, estufando as redes e tirando o Zwolle da lanterna. Mais: levando o time alviazul à 16ª posição, que dá direito à “segunda chance” na repescagem de acesso. A cinco rodadas do fim, difícil imaginar estímulo maior para o Zwolle continuar se esforçando.

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