Eredivisie, os nomes do jogo na 28ª rodada

Groningen 1×3 Ajax (sábado, 2 de abril)

Strand Larsen (20′) – Klaassen (45′ + 1), Tadic (45′ + 5), Berghuis (90′ + 1)

Nome do jogo: Davy Klaassen (Ajax)

O Ajax voltava sem alguns titulares, como Lisandro Martínez e Antony (este, suspenso), para tentar impedir a incômoda sequência que vem mostrando em campo no campeonato que lidera: até vence, mas só após muita dificuldade. Pois bem: pelo menos nisso, os Ajacieden fracassaram. Porque os Groningers, mandantes, se valeram do que já vêm mostrando em campo há algumas rodadas, para voltarem a ter perspectivas no campeonato: uma defesa firme, que possibilita saídas rápidas para contra-ataques. Além do mais, na defesa do Ajax, André Onana (logo ele, tão fundamental para a classificação de Camarões à Copa do Mundo, com suas defesas) mostrava algum relaxo excessivo na saída de bola. E veio o problema, aos 20′: passe de Paulos Abraham, mais uma finalização perfeita de Jorgen Strand Larsen, talvez um voo atrasado de Onana… e o Groningen fazia 1 a 0. De novo, o Ajax teria de correr atrás da virada.  E não conseguia fazer seu jogo fluir diante dos donos da casa. Contou com o esforço para fazer isso no empate: já nos acréscimos do 1º tempo, Dusan Tadic passou e Davy Klaassen chutou forte, de primeira. E com a sorte para a virada, ainda antes do intervalo: exatamente no momento em que o juiz Bas Nijhuis apitava o intervalo, um cruzamento de Noussair Mazraoui era interceptado com a mão de Damill Dankerlui. O VAR alertou, Nijhuis apontou o pênalti que não vira, Tadic bateu, 2 a 1. E no segundo tempo, o Ajax bancou “o Groningen”: se aguentou na defesa – Onana fez pelo menos uma boa defesa -, e aproveitou um contra-ataque para vencer no fim, com Berghuis. Continuam os tropeços. Mas o Ajax continua líder.

Twente 3×3 PSV (sábado, 2 de abril)

Van Wolfswinkel (13′, 19′), Vlap (25′) – Veerman (35′), Gakpo (53′), Boscagli (90′ + 4)

Nomes do jogo: Cody Gakpo (PSV) e Lars Unnerstall (Twente)

A primeira jogada de perigo já indicou o que seria o primeiro tempo: uma bola parada (falta cobrada para a área), Joshua Brenet desviou aproveitando a má saída de gol de Joël Drommel, e rede balançada para o Twente. O gol foi anulado – Brenet desviara a bola com a mão -, mas ficava o aviso. O PSV continuou lento na defesa, e os Tukkers foram aproveitando em casa. Primeiro, Dimitris Limnios cruzou, e Ricky van Wolfswinkel escorou para fazer 1 a 0. Com os visitantes de Eindhoven ainda em momento desastroso, Van Wolfswinkel ficou na cara do gol após Michel Vlap lançar, e marcou o segundo. E depois, Olivier Boscagli perdeu bola no meio-campo, a jogada seguiu, houve cruzamento, e Vlap fez 3 a 0. Tudo de que o Twente precisava, para conseguir o que poderia ser uma excelente vitória. Que começou a ser ameaçada aos 35′: com mais posse de bola, enfim o PSV soube trabalhar bem com ela, e Joey Veerman achou espaço para um chute que diminuiu a desvantagem para 3 a 1. Também foi o lance certo para os Boeren terem um respiro. E voltarem do intervalo trazendo os destaques do banco de reservas: entraram Noni Madueke, Cody Gakpo e André Ramalho. Todos recuperados de lesão. Todos fundamentais no crescimento visto nos 45 minutos finais. Principalmente Gakpo. Que já no começo do segundo tempo, diminuiu para 3 a 2 com uma bela jogada individual. Que só não empatou aos 62′ porque Eran Zahavi estava impedido na jogada. Aliás, como um todo, o PSV só não conseguiu o gol de empate mais cedo porque teve Lars Unnerstall, outra vez, em excelente jornada. O goleiro alemão fez pelo menos três grandes defesas – uma delas, quase inacreditável, tendo agilidade para se levantar e rebater cabeceio de Madueke, após Ibrahim Sangaré chutar no travessão. Porém, mesmo tendo colaborado, nem Unnerstall conseguiu evitar o empate previsível do PSV nos acréscimos: Philipp Max arriscou, o arqueiro rebateu, mas Olivier Boscagli aproveitou a sobra para o 3 a 3. Que se deixa o PSV mais longe do Ajax (a desvantagem aumentou para quatro pontos), pelo menos rendeu um ponto aos Eindhovenaren. Diante do desastre que se avizinhou no 1º tempo…

RKC Waalwijk 1×1 Utrecht (sábado, 2 de abril)

Kramer (90′ + 2) – Timber (34′)

Nome do jogo: Michiel Kramer (RKC Waalwijk)

Foi um jogo mais de chances perdidas do que aproveitadas. Na verdade, de chances anuladas. A começar pelo RKC Waalwijk: logo aos 6′, o zagueiro Melle Meulensteen abriu o placar, mas o gol foi anulado – Michiel Kramer cometera falta no escanteio em que o gol saiu. Já o Utrecht, quando teve chance digna do nome, aproveitou: em chute forte, Quinten Timber fez 1 a 0. Logo depois, aos 36′, o zagueiro e capitão Willem Janssen chegou a marcar o segundo gol – também anulado, agora por impedimento. Ainda assim, os Utregs seguiram durante boa parte do jogo com a vantagem aparentemente sob controle. Tão controlada que os visitantes relaxaram quando não podiam. E com quem não podiam: nos acréscimos do segundo tempo, Kramer mostrou novamente ser um nome com quem o RKC Waalwijk sempre pode contar. De cabeça, fez 1 a 1, dando um ponto valioso para o time de Waalwijk contra o rebaixamento. E, de certa forma, mantendo as decepções do Utrecht na temporada.

AZ 3×1 Vitesse (sábado, 2 de abril)

Pavlidis (32′), Rasmussen (contra, 56′), Karlsson (83′) – Tronstad (63′)

Nome do jogo: Vangelis Pavlidis (AZ)

Um triunfo era tudo de que o AZ precisava, para aproveitar o tropeço do Twente e voltar à 4ª colocação. E tudo que o Vitesse buscava, para ainda manter remotas esperanças de vaga direta em competições europeias. Essas necessidades motivaram um início equilibrado de partida em Alkmaar. O Vites teve chances com Danilho Doekhi e Adrian Grbic; ambos pararam no goleiro Peter Vindahl. O AZ começou buscando o gol num cabeceio – e na segunda vez que chegou, já fez 1 a 0, com Vangelis Pavlidis dominando cruzamento de Jesper Karlsson. Pavlidis ainda participou da jogada do segundo gol: após cruzamento de Owen Wijndal, ele desviou a bola, que ainda bateu em Jacob Rasmussen antes do 2 a 0. O Vitesse ainda recuperou as esperanças, quando Sondre Tronstad diminuiu. Porém, não só o AZ quase marcou de novo – Dani de Wit teve gol anulado por impedimento -, como um pênalti sofrido por Pavlidis deu a Jesper Karlsson a chance aproveitada para o 3 a 1. O AZ praticamente condenou o Vitesse a se contentar com a repescagem por vaga na Conference League; superou o Twente para voltar à quarta posição; e ainda segue perto do Feyenoord, 3º lugar. Grande retorno às vitórias pelo Campeonato Holandês em Alkmaar.

Feyenoord 2x0 Willem II (sábado, 2 de abril)

Sinisterra (67′), Linssen (90′ + 2)

Nome do jogo: Luis Sinisterra (Feyenoord)

Precisando bem mais da vitória – até por estar mais ameaçado pelo rebaixamento -, o Willem II cuidou predominantemente da defesa: os visitantes de Tilburg sequer deram chutes a gol no primeiro tempo, e ficaram com até cinco jogadores dentro da própria área. Também buscando os três pontos, para não deixar AZ, ou Twente, lhe acossarem mais na disputa pela terceira posição, o Feyenoord obviamente rondou mais a área. Mas não só os Tricolores (desta vez, de azul escuro) se seguraram bem, como o Stadionclub também não fez o goleiro Timon Wellenreuther trabalhar com tanta frequência: o alemão só apareceu ao defender chute de Cyriel Dessers, no fim da etapa inicial – sem contar grande chance que Marcus Pedersen perdeu. No segundo tempo, o rumo da prosa era o mesmo: Willem II se defendendo, Feyenoord atacando e tentando manter a paciência em busca de um espaço. Enfim, aos 67′, ele apareceu: livre pela esquerda, Luis Sinisterra bateu e fez 1 a 0. Só aí o time de fora buscou mais o ataque, com as entradas de Daniel Crowley e Max Svensson. E até conseguiu: periodicamente, o Willem II se arriscou mais, e o zagueiro Freek Heerkens quase empatou no fim. Não só perdeu a chance, como acabou sendo vilão no gol que tranquilizou o Feyenoord: aos 90′ + 2, Heerkens tentou recuar a Wellenreuther… mas a bola curta demais ficou à feição para Bryan Linssen dominá-la, driblar o goleiro e fazer o 2 a 0 que mantém o Feyenoord com uma vantagem segura na 3ª posição. Talvez até mais segura, com o tropeço do Twente.

Zwolle 0x1 Go Ahead Eagles (domingo, 3 de abril)

Rommens (90′ + 2)

Nome do jogo: Philippe Rommens (Go Ahead Eagles)

Se era clássico – o “dérbi do Ijssel”, em referência ao rio que passa pelas cidades de Zwolle e Deventer -, equilíbrio era obviamente esperado. E isso se viu nas chances da etapa inicial. Precisando mais dos três pontos, último colocado que é, o Zwolle esteve muito perto do gol no chute em que Djavan Anderson acertou o travessão. Mais sossegado na tabela mas também em busca da vitória, o Go Ahead Eagles quase teve Isac Lidberg abrindo o placar, nos acréscimos do 1º tempo, graças a um cabeceio que mandou a bola perto do gol. Na segunda etapa, o Zwolle manteve a pressão – teve até um gol anulado, com Gervane Kastaneer. A torcida manteve o ambiente – talvez até demais, fazendo até a partida ser interrompida por alguns momentos, em razão de sinalizadores atirados ao gramado. O Go Ahead Eagles, na dele, controlado. Até que, nos acréscimos, quando o time visitante teve a última chance, aproveitou para valer: num chute quase sem ângulo, aos 90′ + 2, Philippe Rommens fez um belo gol. Vencer o rival regional, dificultando ainda mais sua salvação do rebaixamento. Encaminhar ainda mais a permanência na primeira divisão. Até possuir algumas perspectivas leves de entrar na repescagem por vaga na Conference League. Poucas vitórias poderiam ter sido mais saborosas para o Go Ahead Eagles.

Sparta Rotterdam 1×1 Heerenveen (domingo, 3 de abril)

Van Crooij (52′) – Sarr (67′)

Nome do jogo: Amin Sarr (Heerenveen)

O Sparta Rotterdam teve uma primeira chance de ter a vantagem. Ela veio com dificuldades, é certo: entre a chamada do VAR e a decisão do juiz, passaram-se quatro minutos. Mas, de fato, a mão do lateral esquerdo Rami Kaib acertou a bola, e o pênalti foi marcado. Aí, o goleiro Erwin Mulder apareceu para salvar o Heerenveen, defendendo a cobrança de Lennart Thy. O destino ajudaria mais o Sparta. Na defesa, com o gol anulado de Sydney van Hooijdonk; no ataque, já no segundo tempo (52′), pênalti de Ibrahim Dresevic, derrubando Thy na área – mais polêmico do que o primeiro, mas marcado – , e aí Vito van Crooij acertou as redes. Os visitantes da Frísia precisavam de uma ajuda para que um mau resultado, e a volta da leve ameaça das últimas posições, não viessem. Aí apareceu Amin Sarr: autor de um gol na vitória contra o Heracles Almelo, na rodada passada, o sueco aproveitou passe em profundidade de Nick Bakker, preciso, para fazer 1 a 1 e, de novo, mostrar a razão de sua contratação em janeiro. O Fean quase teve um pênalti a favor: desta vez, o VAR deixou passar a queda de Anthony Musaba. Mas o empate final ficou melhor para o Heerenveen. Se bem que o Sparta tem seu consolo: mesmo empatando em casa, o ponto o tirou da penúltima colocação (mesmo com 22 pontos como o Fortuna Sittard, o saldo do time de Roterdã é maior).

Fortuna Sittard 0x2 Heracles Almelo (domingo, 3 de abril)

Quagliata (58′), Bakis (66′)

Nome do jogo: Sinan Bakis (Heracles Almelo)

A partida em Sittard vinha sendo nivelada por baixo: poucas emoções e poucas chances durante todo o primeiro tempo. Na etapa final, porém, quando foi necessário aparecer, o Heracles Almelo foi bem mais eficiente. E Yanick van Osch, bem mais infeliz: o goleiro do Fortuna Sittard poderia ter ido melhor no chute com que Giacomo Quagliata abriu o placar – primeiro gol do lateral esquerdo italiano pelo clube de Almelo. No segundo gol, apareceu Sinan Bakis: o atacante teuto-turco recebeu passe de Emil Hansson e bateu fraco, mas o suficiente para o 2 a 0. De quebra, Bakis ainda acertou a trave. E pelo que jogaram no segundo tempo, os Heraclieden mereceram a primeira vitória fora de casa pela Eredivisie desde março de 2021, que minora muito o risco da zona de perigo (já são oito pontos de distância para ela).

Cambuur 1×2 NEC (domingo, 3 de abril)

Paulissen (12′) – Okita (3′), Vet (78′)

Nome do jogo: Javier Vet (NEC)

Um jogo de começo frenético em Leeuwarden. Aos três minutos, um cruzamento de Ilias Bronkhorst foi mal interceptado por Mees Hoedemakers, e a bola sobrou para Jonathan Okita já fazer 1 a 0 para o NEC. Aos 12′, a falha foi do NEC: tanto Iván Márquez quanto Rodrigo Guth deixaram Mitchel Paulissen escapar, ajeitar o passe de Patrick Joosten e empatar o jogo. Depois do início acelerado, tanto NEC quanto Cambuur reduziram o ritmo. Mas na etapa complementar, o time da casa se esforçou um pouco mais: com Roberts Uldrikis, com Issa Kallon, até mesmo com o estreante Milan Smit, vindo do banco de reservas. Eram tentativas para dar a vitória ao Cambuur, no jogo de estreia do técnico Dennis Haar, substituindo interinamente Henk de Jong (ainda em tratamento de um cisto na cabeça). Todas frustradas. Sorte do NEC – e precisão de Javier Vet, que acertou chute no ângulo aos 78′, para dar a vitória aos visitantes de Nijmegen, rondando a zona de repescagem por vaga na Conference League.

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