Eredivisie, os nomes do jogo na 27ª rodada

Heerenveen 2×0 Heracles Almelo (sexta-feira, 18 de março)

Sarr (59′), Bakker (88′)

Nome do jogo: Amin Sarr (Heerenveen)

Embora o Heracles Almelo tivesse atacado um bocadinho a mais (chutes esporádicos de Bilal Basaçikoglu), o primeiro tempo em Heerenveen foi bastante desanimado. Seria diferente na etapa complementar – pelo menos, para o time da casa. Porque, enfim, a dupla Sydney van Hooijdonk-Amin Sarr começou a funcionar no ataque. A vantagem quase veio no começo do segundo tempo: Mats Knoester evitou o gol de Sarr. Mas aos 59′, o atacante sueco tocou na saída do goleiro para o 1 a 0. Só aí o Heracles tentou fortalecer o ataque, com as entradas de Samuel Armenteros e Emil Hansson. Mais do que isso: os Heraclieden tiveram Sinan Bakis colocando a bola na rede – mas o gol foi anulado, por impedimento. Azar dos visitantes: no fim, o zagueiro Nick Bakker cabeceou para o 2 a 0. Alívio em Heerenveen: após nove jogos, o time da casa voltou a vencer pelo Campeonato Holandês.

Go Ahead Eagles 3×0 Cambuur (sábado, 19 de março)

Kramer (25′), Brouwers (36′), Deijl (77′)

Nome do jogo: Mats Deijl (Go Ahead Eagles)

Nas rodadas recentes, o Go Ahead Eagles consegue fazer de seu estádio, De Adelaarshorst (a “Toca das Águias”), um alçapão: a torcida apoia o tempo todo, e o time aurirrubro consegue jogar até melhor do que seu nível técnico é. Foi o que aconteceu diante do Cambuur. Desde o começo, o Kowet dominou os visitantes de Leeuwarden. E se valeu das jogadas em bolas paradas para encaminhar a vitória. No primeiro gol, um escanteio, o zagueiro Joris Kramer cabeceou, e a bola desviou em Mees Hoedemakers antes de entrar. No segundo, cobrança de falta, e a bola foi para a cabeça de Luuk Brouwers, que fez 2 a 0. Mas faltava um lance de brilho para a vitória. Ele veio no fim, com Mats Deijl: o ala direito aproveitou falha da defesa do Cambuur e fez 3 a 0. Um triunfo mais do que valioso para o Go Ahead Eagles: a garantia da permanência na primeira divisão está muito perto.

Twente 1×0 Zwolle (sábado, 19 de março)

Rots (19′)

Nome do jogo: Lars Unnerstall (Twente)

Do jeito como a partida em Enschede começou, parecia que o Twente seria dominador para manter a quarta posição. O gol de Daan Rots, completando cruzamento de Michel Vlap, confirmou um bom começo dos Tukkers – Ricky van Wolfswinkel e Virgil Misidjan já haviam perdido boas chances antes, e Van Wolfswinkel perderia outra antes do intervalo. Vitória tranquila, certo? Nem tanto: na última posição, precisando de tantos pontos quanto puder nesta reta final, o Zwolle foi à frente no segundo tempo. E teve ótimas chances para o empate: Bram van Polen tocou e Julio Pleguezuelo tirou a bola da pequena área, e o goleiro Lars Unnerstall virou o nome do jogo (e se reafirmou como um dos melhores da posição na Eredivisie) num só lance – uma defesa excepcional num cabeceio de Thomas van den Belt. De quebra, Unnerstall ainda evitou outro gol, de Daishawn Redan. E numa vitória que manteve o Twente em ótima posição – 4º lugar, à frente do AZ, com o Feyenoord na alça de mira -, o goleiro é que se destacou.

NEC 0x0 Sparta Rotterdam (sábado, 19 de março)

Nome do jogo: Maduka Okoye (Sparta Rotterdam)

A rigor, bem que o NEC podia reclamar mais do VAR: pela terceira rodada seguida, o “árbitro de vídeo” cortou o barato do time de Nijmegen. Agora, foi no segundo tempo – mais precisamente, aos 64′, quando o zagueiro Adil Auassar esticou a mão um pouco demais, a bola desviou nela, e nem assim o pênalti foi marcado pelo juiz Jochem Kamphuis. Mas, pensando melhor, não foi por isso que o Sparta Rotterdam se salvou. Não somente, pelo menos: de novo, Maduka Okoye mostrou segurança quando necessário. Entrando na reta final de sua passagem pelo Sparta antes de rumar definitivamente para o Watford-ING, o goleiro nigeriano já tinha salvo um arremate de Jonathan Okita no primeiro tempo – e salvaria outro no segundo, nos minutos finais. Se o empate manteve as situações inalteradas, o ponto foi um pouco mais comemorado pelo Sparta Rotterdam: para o penúltimo colocado, qualquer ponto vale para tentar evitar a queda…

Utrecht 1×3 Groningen (domingo, 20 de março)

Ramselaar (48′) – El Hankouri (5′), De Leeuw (10′), Strand Larsen (89′)

Nome do jogo: Jorgen Strand Larsen (Groningen)

O Utrecht poderia estar até mais seguro na zona de repescagem por vaga na Conference League: afinal, entrou na rodada com sete pontos de vantagem para o adversário Groningen. Mas bastaram 10 minutos da etapa inicial, para os Groningers encaminharem a vitória. Primeiro, com um pênalti inapelável do goleiro Fabian de Keijzer em Michael de Leeuw: o VAR confirmou, e Mohamed El Hankouri converteu. Pouco depois, De Leeuw já fazia 2 a 0, numa finalização cheia de estilo. Só restou ao Utrecht esperar o intervalo, sob vaias da torcida – e voltar com duas alterações no ataque. O começo do segundo tempo foi animador para os Utregs: afinal, Ramselaar já diminuiu a vantagem. Só que a defesa do Groningen se conservou firme, diante das tentativas dos donos da casa. E só para deixar clara a superioridade dos mandantes, Jorgen Strand Larsen fez 3 a 1, num chute perfeito, de fora da área. Vantagem do Utrecht diminuída para quatro pontos: o Groningen mantém sua esperança.

Ajax 3×2 Feyenoord (domingo, 20 de março)

Haller (24′), Tadic (78′), Antony (86′) – Sinisterra (8′), Til (29′)

Nome do jogo: Antony (Ajax)

Fazia tempo que o Ajax não parecia tão vulnerável: as crescentes falhas defensivas, a eliminação decepcionante na Liga dos Campeões… e o Feyenoord, embora sem vencer um clássico em Amsterdã desde 2005, estava otimista – quando nada, porque é um quadrifinalista na Conference League. Pois bem: o time de Roterdã surpreendeu o arquirrival, com intensidade, firmeza na defesa (destaquem-se as atuações de Gernot Trauner e Tyrell Malacia)… e eficiência para aproveitar as chances. Foi o que Luis Sinisterra fez, aproveitando rebote para abrir o placar. Está certo que Sébastien Haller também estava a postos para empatar – 20º gol do marfinense, goleador da Eredivisie. Mas Steven Berghuis (logo ele, da saída tão polêmica de um rival a outro…) perdeu a bola, Guus Til aproveitou e fez 2 a 1. E por muito tempo, os visitantes de Roterdã tiveram dedicação impressionante – ainda mais sem o suspenso Orkun Kökcü -, se aproximando da vitória.

Mas o cansaço de quinta-feira (vitória contra o Partizan-SER, na Conference League) cobrou seu preço ao Feyenoord, aos poucos. Mesmo meio desorganizado, o Ajax foi se reaproximando do ataque – e do empate. Que poderia ter vindo com Brian Brobbey, aos 73′, errando um cabeceio em frente ao gol. Mas acabou sendo mais alegre para a torcida do Ajax, diante da apoteose dos últimos minutos. No empate, o capitão Dusan Tadic chamou a responsabilidade, em cobrança de falta perfeita, no ângulo – e ainda contando com a falha de posicionamento do goleiro Ofir Marciano, substituindo o lesionado Justin Bijlow. E na virada, aos 86′, Antony se livrou da marcação de Malacia, talvez pela única vez no jogo, para completar cruzamento de Nicolás Tagliafico, fazer 3 a 2 e deixar as câmeras da Johan Cruyff Arena tremendo, com a explosão da torcida. Poucas vitórias poderiam reanimar tanto o Ajax quanto esta no Klassieker. Ainda mais com o jeito como ela veio.

PSV 5×0 Fortuna Sittard (domingo, 20 de março)

Max (10′), Doan (39′), Zahavi (41′), Bruma (77′), Carlos Vinícius (82′)

Nome do jogo: Eran Zahavi (PSV)

Era o segundo colocado (precisando da vitória para não deixar o líder Ajax desgarrar), contra o penúltimo colocado. Em Eindhoven. O que imaginar? Uma vitória fácil, quase facílima, do PSV. Pois o que aconteceu foi… exatamente isso. Com muito espaço pelas pontas e troca veloz de passes, os Boeren envolveram o Fortuna Sittard. Já aos 10′, estava 1 a 0. Ao fim dos primeiros 45 minutos, o 3 a 0 do PSV já parecia inatingível para os visitantes de Sittard – e a vitória poderia até estar maior, não fossem algumas boas defesas do goleiro Yanick van Osch. Até ali, o destaque era Eran Zahavi: o atacante israelense participara dos três gols – Max fez o gol no rebote de um cabeceio de Zahavi, que tabelara com Doan no segundo gol e fizera ele mesmo, de cabeça, o 3 a 0. Na etapa final, justiça seja feita, o Fortuna Sittard ficou um pouco mais ofensivo – o que se refletiu até num chute de Lisandro Semedo, no travessão. Mas o PSV estava com o jogo praticamente ganho. E passou por algumas mudanças antes de voltar a se impor na reta final, com os gols de Bruma e Carlos Vinícius (ambos vindos do banco) que configuraram a goleada.

Vitesse 1×2 RKC Waalwijk (domingo, 20 de março)

Openda (5′) – Meulensteen (15′), Büttner (51′)

Nome do jogo: Alexander Büttner (Vitesse)

Com uma eliminação algo dolorosa na Conference League, o Vitesse voltava de cabeça erguida para o Campeonato Holandês (até porque, na Roma classificada, o técnico José Mourinho teceu elogios à equipe de Arnhem). E pelo modo como a partida começou, o Vites parecia destinado a uma vitória tranquila, diante de um RKC Waalwijk jogando no mesmo estilo – defensivo, apostando na competência do ataque em poucas chances. Até porque Loïs Openda abriu rapidamente o placar. Porém, quase do nada, os visitantes de Waalwijk tiveram sorte para o 1 a 1: num rebote de escanteio, o zagueiro Melle Meulensteen avançou e chutou, a bola desviou no meio do caminho e tirou as chances de defesa do goleiro Jeroen Houwen. De resto, foi o de sempre: o Vitesse com a bola, tentando entrar na defesa fechada do RKC. Que só esperava uma chance. Ela veio aos 51′: rápido contra-ataque, cruzamento, corta-luz – talvez involuntário – de Michiel Kramer, e  Alexander Büttner foi mais um protagonista da crendice popular chamada “lei do ex”, completando para o 2 a 1. No resto do jogo, o Vitesse tentou, sem conseguir mostrar a mesma precisão que o RKC Waalwijk mostrou, para uma vitória importantíssima em termos de escapar das últimas posições.

Willem II 2×2 AZ (domingo, 20 de março)

Nunnely (7′), Kabangu (17′) – Martins Indi (35′), Aboukhlal (90′ + 1)

Nome do jogo: Bruno Martins Indi (AZ)

O Willem II, enfim, estreava um novo técnico: caberá a Kevin Hofland conduzir o time em sete rodadas finais que prometem ser tensas na tentativa de evitar o rebaixamento. Pelo menos no começo em Tilburg, a esperança foi a maior possível para os Tricolores. Com destaque para Leeroy Owusu. No primeiro gol, o lateral direito do Willem II cruzou para Ché Nunnely desviar de cabeça, fazendo 1 a 0. No segundo, coube a Owusu lançar Elton Kabangu, que driblou o goleiro e ampliou – o VAR ainda verificou se havia impedimento. Só que o AZ – que já mandara uma bola na trave, com Jesper Karlsson – sinalizou sua vida, ao diminuir com Bruno Martins Indi. E ao longo do segundo tempo, só a sorte do goleiro Timon Wellenreuther impediu que o empate viesse mais cedo: Yukinari Sugawara chutou e a bola desviou em Wellenreuther antes de ir para a trave, Dani de Wit também acertou o poste… até que nos acréscimos, quando o esforçado Willem II mais se aproximava de voltar a vencer, Zakaria Aboukhlal empatou o jogo, evitando a segunda derrota seguida do AZ.

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