Eredivisie, os nomes do jogo na 17ª rodada

Fortuna Sittard 2×2 Willem II (sábado, 18 de dezembro)

Mahi (21′), Van de Streek (50′) – Cox (23′), Flemming (77′)

Nome do jogo: Yanick van Osch (Fortuna Sittard)

Em tese, o Utrecht vinha em condições plenas para superar o Fortuna Sittard, penúltimo colocado. E começou a indicar isso no 1 a 0, feito por Mimoun Mahi (de volta ao time titular, após algum tempo). Só que o time da casa mostrou muita rapidez para aproveitar suas poucas chances no 1º tempo. Foi assim logo após tomar o gol, quando George Cox empatou, numa bonita cobrança de falta. De quebra, os Fortunezen se animaram e até buscaram mais a virada no resto dos 45 minutos iniciais. Porém, tão logo o segundo tempo começou, o goleiro Yanick van Osch comprovou, inicialmente, algumas dúvidas que pairam sobre seu desempenho: num chute de Mahi, Van Osch reboteou a bola nos pés de Sander van de Streek, que voltou a marcar, após algum tempo. Pelo menos, o arqueiro compensou, do melhor jeito possível. Começou num tiro de meta de Van Osch a jogada precisa do 2 a 2: a bola foi parar nos pés de Cox, que cruzou para Zian Flemming empatar. Se os dois times saíram com um ponto, o Fortuna Sittard teve mais a comemorar. Até porque o Utrecht vinha de eliminação na Copa da Holanda…

Sparta Rotterdam 2×2 Vitesse (sábado, 18 de dezembro)

Frederiksen (15′, 37′) – Mijnans (70′, 90′ + 2)

Nomes do jogo: Nikolai Baden Frederiksen (Vitesse) e Sven Mijnans (Sparta Rotterdam)

O dinamarquês Nikolai Baden Frederiksen já causara muitos problemas ao Sparta no meio de semana: afinal de contas, com dois belos gols, o atacante fora o nome da classificação do Vitesse na Copa da Holanda, justamente contra o adversário deste sábado. E Frederiksen repetiu a dose neste sábado. Os gols nem foram tão bonitos quanto os de quarta-feira passada (aos 15′, completando após rebote; aos 37′, concluindo em escanteio ensaiado), mas o dinamarquês era o nome do que parecia ser uma vantagem definitiva do Vites. Só parecia. Porque, na reta final, uma dupla personificou a reação do Sparta Rotterdam. Aos 70′, o luxemburguês Mica Pinto cruzou, e Sven Mijnans diminuiu. Havia algum tempo de jogo, e os Spartanen foram para cima, com muita pressão. O Vitesse quase aproveitou os contra-ataques, mas não só Loïs Openda perdeu grande chance (85′), como o VAR deixou passar suposto pênalti cometido no próprio Openda, por Tom Beugelsdijk. E nos acréscimos, a dupla do Sparta também repetiu a dose. Mica Pinto cruzou, Mijnans empatou: desta vez o Vitesse não comemorou contra o time alvirrubro de Roterdã…

AZ 4×1 Willem II (sábado, 18 de dezembro)

De Wit (9′), Gudmundsson (77′, 86′ e 89′) – Kabangu (36′)

Nome do jogo: Albert Gudmundsson (AZ)

Eis uma partida que teve muitos candidatos a nomes do jogo. No começo, foi Jesper Karlsson: o ponta-esquerda sueco cobrou duas faltas – e acertou duas vezes o travessão com elas. Lançou a bola com precisão para Dani de Wit fazer 1 a 0. Enfim, foi o símbolo do que parecia ser uma vitória tranquila do AZ. Aí apareceu Elton Kabangu. O AZ avançava tanto que deixava grandes espaços para contra-ataques – num deles, Kabangu ficou livre e fez 1 a 1 (ótimo momento, para alguém que chegou a ficar internado no ano passado, com as complicações da COVID-19). Com “Ella” como o principal destaque do ataque, os visitantes de Tilburg pressionaram, passaram a fazer o goleiro Peter Vindahl trabalhar, equilibraram o jogo. E a partida ficou inesperada e agradavelmente equilibrada. Até um pênalti – numa finalização, Albert Gudmundsson foi puxado sutilmente por Nikos Michelis. Tão sutilmente que o juiz Allard Lindhout não viu – mas o VAR viu. Aí, Gudmundsson bateu. Muito mal, devagar. Só que a bola bateu na trave, nas costas do goleiro Timon Wellenreuther, e entrou: AZ 2 a 1. Na reta final do jogo, estava iniciada a trajetória de Gudmundsson para ser o destaque do jogo. Ele finalizou uma triangulação para o terceiro gol, recebeu bola ajeitada de Ernest Poku para transformar a vitória em goleada… e simbolizou o quarto triunfo seguido do AZ na Eredivisie. Devagar, discretamente, o time de Alkmaar vai retomando seu lugar habitual na liga.

Heracles Almelo 4×2 Groningen (sábado, 18 de dezembro)

Basaçikoglu (32′), Laursen (33′), Kiomourtzoglou (87′), Kasanwirjo (contra, 90′) – Strand Larsen (10′), Postema (78′)

Nome do jogo: Nikolai Laursen (Heracles Almelo)

Diante de um Heracles Almelo bordejando perigosamente as últimas colocações, o Groningen começou mais seguro, com Jorgen Strand Larsen abrindo rapidamente o placar. Só que o time da casa levou a pressão, desta vez, para o lado positivo: motivado, atento, bastaram dois ataques em dois minutos para os Heraclieden virarem o jogo. E durante boa parte dos 90 minutos, os mandantes de Almelo seguraram o Groningen sem muitos problemas, com o dinamismo de gente como Nikolai Laursen. Aí, o técnico Danny Buijs colocou três atacantes em campo, para a pressão final. E um deles, Romano Postema, empatou o jogo, de cabeça. O desânimo bateu no Heracles Almelo? Nem pensar: Orestis “Kio” Kiomourtzoglou recolocou o time da casa na frente. E no fim, o gol contra de Neraysho Kasanwirjo entregou uma vitória aliviante para o Heracles Almelo, num momento importante do campeonato.

Zwolle 1×3 Twente (sábado, 18 de dezembro)

Lagsir (89′) – Limnios (15′), Ugalde (39′), Misidjan (52′)

Nome do jogo: Dimitris Limnios (Twente)

Um time consistente, em situação tranquila na tabela, como o Twente, contra o Zwolle que cada vez mais, vê tentar sair da lanterna como único horizonte no Campeonato Holandês. O que poderia sair diferente de uma vitória tranquila dos Tukkers? Pois bem: nem foi preciso escalar o ataque titular. O único costumeiro dos três avantes, Dimitris Limnios, fez 1 a 0. De resto, os reservas resolveram: o costarriquenho Manfred Ugalde ampliou, e Virgil Misidjan ampliou ainda no começo do segundo tempo. E pouca coisa restou mais a falar, num triunfo inquestionável do quarto colocado, contra um Zwolle que só venceu uma vez no primeiro turno – e que só teve quatro últimos colocados piores do que ele, na história do Campeonato Holandês. Mas isso não é problema dos Tukkers.

Cambuur 1×2 Heerenveen (domingo, 19 de dezembro)

Uldrikis (30′) – Henk Veerman (10′, 83′)

Nome do jogo: Henk Veerman (Heerenveen)

Nos primeiros 15 minutos, avizinhou-se um “Dérbi da Frísia” tranquilo para o Heerenveen – e desastroso para o Cambuur. Em primeiro lugar, pelo pênalti notado pelo VAR (mão de Calvin Mac-Intosch na bola) e convertido por Henk Veerman para o 1 a 0. Em segundo lugar, porque dois minutos depois de ficar atrás no placar, o time da casa também ficou com menos jogadores: Doke Schmidt cometeu falta violenta e levou o cartão vermelho diretamente. Mas foi justamente na dificuldade que a equipe de Leeuwarden cresceu. Roberts Uldrikis justificou seu destaque no ataque, empatando de cabeça. E o Cambuur, organizado mesmo com um homem a menos, até criou mais chances para virar. Porém, o tempo foi passando. O cansaço, se acumulando. E o Heerenveen começou a pressionar mais em busca da virada. No “abafa” final, enfim, Henk Veerman teve o alívio máximo. Sem marcar pelo Campeonato Holandês havia quase dois meses, o goleador do Fean fez o segundo na partida, garantindo a vitória no clássico – e o destaque que já não tinha há um bom tempo.

Feyenoord 0x2 Ajax (domingo, 19 de dezembro)

Senesi (contra, 44′), Tadic (81′)

Nome do jogo: Dusan Tadic (Ajax)

De vez em quando acontece: um Klassieker que causava ansiedade antes da bola rolar (ainda mais por ser o reencontro do aniversariante Steven Berghuis com o Feyenoord, trocado pelo arquirrival no meio do ano) foi bastante estéril ao começar. O Ajax tinha mais a bola, mas chutava pouquíssimo a gol; o Feyenoord era mais dedicado na defesa, começou a ter espaços para contragolpear, mas a maior parte do primeiro tempo foi de faltas demais e ataques de menos. Nem mesmo Berghuis centralizava as atenções da aborrecida etapa inicial. Só o azar levou a bola às redes: o azar de Marcos Senesi, que tentou afastar um cruzamento de Dusan Tadic, mas acabou cometendo gol contra no fim do 1º tempo. Reiss Nelson saiu do banco para o jogo no segundo tempo, acelerou um pouco mais o ataque do Feyenoord, o Stadionclub rondou mais a área, pediu pênalti num toque acidental da bola na mão de Perr Schuurs (titular, no lugar de Noussair Mazraoui)… mas nada de chutar, nada de tentar. O Ajax esteve na dele. E numa chance na reta final – talvez a única em todo o segundo tempo -, Nelson cometeu pênalti em Devyne Rensch. Pois Tadic, de novo, apareceu: bateu firme para o 2 a 0. Ao contrário de outras situações, o Ajax não criou muitas chances. Mas se impôs sobre o Feyenoord. De novo. Agora, na base da eficiência.

Go Ahead Eagles 0x2 NEC (domingo, 19 de dezembro)

Tavsan (29′), Bruijn (37′)

Nome do jogo: Elayis Tavsan (NEC)

De certa forma, o jogo em Deventer teve alguma animação somente no espaço de oito minutos, entre os 29′ e os 37′. Foi quando o NEC fez 2 a 0, guiado pela boa atuação de Elayis Tavsan, coroada com o belo chute com que ele abriu o placar. Antes disso, pouquíssimas emoções; depois disso – o que inclui o segundo tempo -, o Go Ahead Eagles é que teve boas chances de diminuir a vantagem. A mais concreta delas, cabeceio de Gerrit Nauber, no travessão. Mas não adiantou: entre duas equipes seguras (por ora) no meio da tabela, o NEC saiu melhor de campo. Tudo por causa dos oito minutos em que resolveu sua vitória.

RKC Waalwijk 1×4 PSV (domingo, 19 de dezembro)

Odgaard (80′) – Vertessen (34′, 72′), Gakpo (52′), Mwene (61′)

Nome do jogo: Yorbe Vertessen (PSV)

Desde que a partida em Waalwijk começou, o PSV já rondava mais o ataque. Porém, já em meio a uma onda de lesões entre os avantes (Eran Zahavi segue fora de combate, e Noni Madueke está em recuperação de nova lesão muscular), mais dois jogadores tiveram problemas, de forma até engraçada de tão inacreditável. Em três minutos, Ritsu Doan sucumbiu a um choque aéreo – Carlos Vinícius o substituiu -, e outro problema muscular vitimou Bruma, que deu lugar a Yorbe Vertessen. Pois coube justamente ao belga começar a garantir que a onda de lesões seria a única dificuldade do PSV em campo: ele abriu o placar com um belíssimo chute. E no segundo tempo, o time de Eindhoven deslanchou. Foram pelo menos dois gols bonitos: Philipp Mwene chutou sem ângulo para o terceiro gol, e Vertessen marcou o segundo ao encobrir suavemente o goleiro Etiënne Vaessen, após escanteio. Pelo menos na tabela, o PSV segue tranquilo, líder do campeonato ao fim do primeiro turno, com perspectivas de ser o campeão de inverno. O problema é olhar o departamento médico…

Classificação fornecida por SofaScore LiveScore

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