Flamengo nos braços de sua gente

Tem dias que a gente sabe. Sente. Tem dias que você vai para o estádio e a atmosfera é tão favorável que há uma certeza instintiva da vitória. Quando isso acontece no Maracanã (quem já foi, sabe), nada segura o Flamengo. Assim foi a vitória por 1 a 0 sobre o Corinthians, diante de quase 50 mil rubro-negros. Todos, no estádio ou em casa, simplesmente sabiam que o Flamengo venceria aquela partida. Nem tudo se explica. Algumas coisas apenas se sente.

A partida de ontem não era decisiva, não era uma final, mas entrou para a história como um dos jogos marcantes do Flamengo, da conexão espetacular entre time e torcida. Um vínculo que, quando acontece, o jogador se entrega mais, a torcida canta mais alto, tudo conspira a favor do Mais Querido.

Sobre o jogo em si, foi uma vitória categórica do Flamengo. Justíssima! Venceu aquele que buscou o resultado durante os 90 minutos. O que se viu no Maracanã foi um Flamengo praticamente reserva buscando o gol a todo momento. Um time organizado, intenso e voluntarioso, contra um Corinthians titular medroso e acuado, entrincheirado. O gol nos acréscimos de um lesionado Bruno Henrique, após espetacular jogada de Rodinei, foi um merecido presente. Para os jogadores, que se dedicaram ao máximo, e para a Nação, que pulsou o tempo todo, fazendo mais uma vez a diferença.

Na despedida de seu povo, uma vitória da retomada da confiança. Um jogo que valeu muito mais que os três pontos. Um Flamengo nos braços de sua gente, vibrante, confiante e avassalador. Um Flamengo que enche a torcida de alento e que renova as esperanças do tricampeonato da Libertadores. Até o mais pessimista torcedor rubro-negro deve ter ficado todo arrepiado com o que se viu no Maracanã na última quarta-feira.

“Acima de tudo, rubro-negro
Amor maior, não tem igual
Eu juro que no pior momento
Vou te apoiar até o final”

A torcida rubro-negra carioca se despediu do time no Maracanã em grande estilo. Mostrou aos jogadores que, unidos, time e torcida formam uma dupla implacável, ao melhor estilo Bruno Henrique/Gabigol. Mostrou que em Montevidéu, carregará os jogadores “nas costas” se necessário. Foi assim nos piores momentos em Lima, e não será diferente dia 27. O Flamengo não é nada sem a massa. Nós somos o Flamengo.

E agora nada mais importa. Os corações rubro-negros batem acelerados, à espera da final do dia 27 em Montevidéu. A ansiedade tomou conta da Nação e tudo que ela quer é reviver 2019. Para, quem sabe, poder pedir o mundo de novo. Vai, Flamengo! Sob as bênçãos da Nação, para poder gritar “Tricampeão”.

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