Crise na Gávea!

Crise na Gávea! Fazia tempo que o torcedor não ouvia falar dela no Clube, mas ela está de volta. Em meio à reta final da temporada, o Flamengo foi eliminado da Copa do Brasil, está cada vez mais longe da briga pelo título do Campeonato Brasileiro e ainda tem uma final de Libertadores pela frente.

A 30 dias da final da Taça Libertadores, que pode significar o tricampeonato da competição, o Flamengo vive seu pior momento na temporada, com o time jogando mal e a torcida perdendo a paciência. O sinal de alerta foi ligado e os bastidores da Gávea prometem esquentar nas próximas semanas.

A eliminação vexatória da Copa do Brasil, em pleno Maracanã e da forma que aconteceu, deixou feridas. Machucou a alma do torcedor rubro-negro, que foi ao estádio e apoiou a equipe até onde pôde. Mas tudo tem limite. A pancada de 3 a 0 em casa para o Athletico-PR, um adversário inferior, mas bem-organizado, deflagrou o momento de instabilidade do Flamengo.

Há quem discorde, mas Renato Gaúcho nunca foi técnico para o Flamengo. O que existia era a ideia romântica de ter seu antigo ídolo no comando técnico da equipe. Muito mais pelo que fez dentro de campo do que fora. Renato não serve para o Flamengo. Não para esse Flamengo. Um elenco estrelado e que tem necessidade de um comandante preparado para render o seu máximo. Um bom gestor de grupo é importante, mas tem prazo de validade. Esse Flamengo precisa de um técnico com ideias.

“O Flamengo derreteu”. Essa frase, constantemente dita e escrita por um grande amigo rubro-negro, é forte, eloquente, mas não falta com a verdade. A equipe de Renato Gaúcho parou de jogar futebol. Virou um time bagunçado, remendado, sem controle de jogo e muito aquém do que pode e deveria render. Culpa dos desfalques? Também, mas principalmente de seu treinador. Não se trata de um deserto de ideias, mas sim de ideias ruins e mal elaboradas.

E talvez por falta realmente de capacidade ou simplesmente por ego ferido (após as vaias e os gritos de “Mister, Mister” no Maracanã), Renato Gaúcho colocou seu cargo à disposição logo após a eliminação. E quando isso acontece, é porque o “caldo entornou”. Ainda que se tente salvar alguma coisa, a “viola já foi para o saco”.

O técnico não acredita mais. A torcida muito menos. Tampouco os jogadores parecem estar convictos que a manutenção de Renato seja a melhor opção. É só ligar os pontos. A decisão está longe de ser simples. Impossível garantir 100% de acerto, mas algo precisa ser feito, sob pena de ver a temporada virar um verdadeiro vexame.

O Flamengo se vê mergulhado em uma crise no pior momento possível da temporada. O título da Libertadores, pasmem, se transformou na tábua de salvação rubro-negra. Não acho simples mudar o comando técnico agora, mas talvez seja a melhor opção para o Clube. Algo precisa ser feito. Ainda dá tempo. Cruzar os braços e esperar intervenção divina é flertar com o perigo.

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