Eredivisie, os nomes do jogo na 10ª rodada

Willem II 1×1 Fortuna Sittard (sexta-feira, 22 de outubro)

Köhlert (60′) – Noslin (54′)

Nomes do jogo: Timon Wellenreuther (Willem II) e Yanick van Osch (Fortuna Sittard)

A rodada já começou acelerada. Tanto Willem II quanto Fortuna Sittard buscaram o gol. Bem mais o time de Tilburg, é verdade: praticamente acuou a defesa do time de Sittard em sua própria área – e só não fez gol porque Yanick van Osch estava inspirado debaixo das traves. Inspirado e com sorte, bem entendido: no fim do 1º tempo, um chute de Gorkem Saglam bateu no travessão e nas costas de Van Osch, mas ele conseguiu pegar a bola antes que escapasse. Do outro lado, Timon Wellenreuther também foi providencial, em grande defesa para evitar gol de Mats Seuntjens, num contra-ataque, ainda na fase inicial de jogo. E o ataque do Fortuna Sittard até conseguiu abrir o placar – Mats Seuntjens foi inteligente: impedido, “fez” o corta-luz ao não participar da jogada, deixando Tijjani Noslin livre para o 1 a 0. Pelo menos, para o Willem II, o alívio foi rápido: com um chute forte, Mats Köhlert empatou o jogo. Ficou no placar o 1 a 1. Poderiam ter sido mais gols, não fossem as boas jornadas de Wellenreuther e Van Osch, os dois goleiros.

Utrecht 2×1 Heerenveen (sábado, 23 de outubro)

Sylla (21′), Van de Streek (80′) – Willem Janssen (contra, 23′)

Nome do jogo: Sander van de Streek (Utrecht)

No primeiro tempo, foi o equilíbrio. No placar: afinal, foi um gol para cada time. E no jogo: Utrecht e Heerenveen foram ofensivos, ambos tentando na base do toque de bola e de velocidade. Algo claro até no Heerenveen, já que o técnico Johnny Jansen tomou a polêmica decisão de deixar Henk Veerman no banco de reservas – para irritação do próprio Henk. No entanto, uma medida do técnico René Hake deu mais felicidade aos Utregs. Como o time já diminuísse o ritmo, Sander van de Streek e Remco Balk vieram do banco para reacelerar o ataque. Deu certo: o time da casa passou a se sobressair sobre o Fean. E coube a Van de Streek, na reta final, satisfazer a torcida que gritava “alles of niets” (“tudo ou nada”, em holandês), trazendo o “tudo” em forma de um cabeceio, para o 2 a 1 que manteve os Utregs na terceira posição.

Zwolle 1×0 Heracles Almelo (sábado, 23 de outubro)

Van Polen (90′ + 2)

Nomes do jogo: Gervane Kastaneer (Zwolle) e Rai Vloet (Heracles Almelo)

De certa forma, se Ajax x PSV foi o clássico, este foi o jogo mais atraente da rodada no quesito de emoção. Afinal de contas, o esforço das duas equipes foi notável. Pelo lanterna Zwolle, apenas um ponto em nove rodadas, tentativas inegáveis de melhora no ataque – com Gervane Kastaneer sendo o principal símbolo disso, trazendo velocidade pela ponta direita. Pelo lado do Heracles, vinham as chances mais perigosas. Veio um gol anulado – Kaj Sierhuis completou cruzamento para as redes, mas estava impedido. E veio a grande chance do time de Almelo impor mais uma decepção aos Zwollenaren, num pênalti aos 75′. Aí, Rai Vloet desperdiçou de maneira ridícula, numa “cavadinha” mal feita – tão displicente que Vloet se apressou em pedir desculpas via imprensa, tão logo o jogo acabou. O erro do meio-campista dos Heraclieden deu esperanças aos Zwollenaren. E, no último minuto, após torturantes três minutos de revisão do VAR, o pênalti foi para o time da casa. O capitão Bram van Polen converteu, já durante os acréscimos. Eles levaram o jogo a 100 minutos (os noventa regulamentares, mais os 10 de descontos). Mas a torcida pôde celebrar, enfim, no Mac³Park Stadion: o Zwolle conseguiu três pontos pela primeira vez na temporada.

RKC Waalwijk 1×0 Sparta Rotterdam (sábado, 23 de outubro)

Kramer (89′)

Nome do jogo: Michiel Kramer (RKC Waalwijk)

Por muito tempo, o Sparta Rotterdam rondou mais a área de defesa do RKC Waalwijk, em busca do gol. No primeiro tempo, principalmente, acuando a zaga dos mandantes. Porém, ali pelo meio do segundo tempo, numa sequência de chances (primeiro com Jens Odgaard, depois com Michiel Kramer), o RKC sentiu: era possível ganhar. Desde então, embora se segurando na zaga, passou a ousar mais, nos contra-ataques. No último deles, no penúltimo minuto do tempo regulamentar, Kramer acertou um cabeceio para fazer 1 a 0. E de novo, era mais um ótimo resultado do time de Waalwijk, diante do Sparta, um penúltimo colocado cada vez mais preocupado – até pela vitória do lanterna Zwolle.

Twente 1×2 NEC (domingo, 24 de outubro)

Misidjan (58′) – Tavsan (50′), Vet (75′)

Nome do jogo: Javier Vet (NEC)

Pelo que se viu no campo do De Grolsch Veste, em Enschede, as duas equipes deixaram todo o esforço em busca da vitória, após um primeiro tempo de emoções minúsculas. E aí, a esperteza do NEC desequilibrou o resultado do jogo. Primeiro, no alerta de Elayis Tavsan para aproveitar um rebote e abrir o placar. E depois, já com o placar empatado, na reta final, quando Javier Vet notou a falha do zagueiro Robin Pröpper, roubou-lhe a bola e fez o gol da vitória. Se no Twente, só o atacante Virgil Misidjan tirou o time do marasmo (não por acaso, viera do banco de reservas para fazer o gol de empate), os visitantes de Nijmegen foram mais dinâmicos. E por isso voltaram a vencer.

Cambuur 2×3 Feyenoord (domingo, 24 de outubro)

Sambissa (23′, 50′) – Linssen (25′), Aursnes (45′), Malacia (58′)

Nomes do jogo: David Sambissa (Cambuur) e Tyrell Malacia (Feyenoord)

De um lado, foi o Feyenoord, com a bola, dosando energias após o desgaste do jogo contra o Union Berlim alemão, pela Conference League, na quinta passada. Do outro, foi o Cambuur, tentando os contragolpes velozes exatamente para desgastar o Stadionclub. Na maioria das vezes, puxados por… David Sambissa, justamente quem abriu o placar, com chute colocado de fora da área. Só que a cadência do Feyenoord tinha mais nomes capazes de resolver a partida. Um deles, Bryan Linssen, empatou o jogo; feito titular neste domingo, o norueguês Fredrik Aursnes iniciou a jogada do gol da virada que ele mesmo fez. Sambissa bem que tentou reanimar os mandantes de Leeuwarden – e eles quase viraram pouco depois, numa grande chance perdida por Tom Boere. Chance muito lamentada: num forte chute pouco depois, Malacia acertou o ângulo para a vitória que mantém o Feyenoord firme entre os ponteiros do campeonato.

Vitesse 1×2 Go Ahead Eagles (domingo, 24 de outubro)

Openda (3′) – Córdoba (53′), Brouwers (90′ + 1)

Nome do jogo: Iñigo Córdoba (Go Ahead Eagles)

O Vitesse até abriu cedo o placar, graças a um pênalti convertido por Loïs Openda. No entanto, mesmo em desvantagem, era notável: o Go Ahead Eagles continuava atacando, mesmo fora de casa. Tinha até mais chances concretas de gol do que o Vites. E o símbolo disso era o meio-campista Iñigo Córdoba, constante criador dessas chances – e que finalizou enfim uma delas, para o 1 a 1, no começo do segundo tempo. Ao mesmo tempo, a defesa das Águias segurava bem o time da casa, mostrando a firmeza e o entrosamento que já tinham sido pontos fortes na campanha do acesso, na segunda divisão. Essa firmeza e o esforço incessante foram coroados com o gol de uma vitória que deixou o time de Deventer no meio de tabela: nos acréscimos, o goleiro Markus Schubert derrubou o zagueiro Bas Kuipers na área, e Luuk Brouwers converteu a cobrança.

Ajax 5×0 PSV (domingo, 24 de outubro)

Berghuis (19′), Haller (56′), Antony (66′), Klaassen (76′) e Tadic (90′ + 2)

Nome do jogo: Dusan Tadic (Ajax)

No primeiro tempo, nem foi tão difícil escolher os dois destaques do Ajax. Na defesa, o goleiro Remko Pasveer evitou que o bom começo do PSV rendesse bolas na rede, com intervenções salvadoras em cabeceio de Carlos Vinícius e chute de Eran Zahavi. No ataque, Steven Berghuis, que acertou um chute forte para fazer 1 a 0 e deixar o time de Amsterdã em vantagem. Mas o segundo tempo tornou essa tarefa mais difícil: quem destacar, numa equipe Ajacied que sobrepujou os rivais de Eindhoven como fizera com o Borussia Dortmund, na Liga dos Campeões, no meio da semana passada? Antony, com mais um gol? Sébastien Haller, também dando sequência à faceta goleadora que não vinha tendo havia muito tempo? Só uma verificação mais cuidadosa deixa claro que o símbolo da goleada que deixou o Ajax mais tranquilo na ponta da liga (quatro pontos à frente) é o símbolo da reaparição que o clube vive em grandes palcos desde 2018: Dusan Tadic. Foi ele quem passou para o gol de Berghuis. Foi o sérvio quem cruzou para Haller fazer 2 a 0. o comandante de várias ações de ataque. E o quinto tento, devolvendo “com juros” os 4 a 0 sofridos para os Boeren na Supercopa da Holanda, fez justiça a outra boa atuação do capitão do Ajax.

Groningen 2×0 AZ (domingo, 24 de outubro)

Ngonge (20′), De Leeuw (71′)

Nome do jogo: Cyril Ngonge (Groningen)

O primeiro tempo do jogo no estádio Euroborg foi bastante atraente para os que gostam de futebol ofensivo. De um lado, o AZ, tendo a bola, chegando pelas pontas, até mandando uma bola na trave com Vangelis Pavlidis (aos 9′). Do outro, o Groningen, especulando mais, tentando ser eficiente nos contragolpes. Conseguiu, da melhor maneira possível: com o primoroso gol de Cyril Ngonge, completando cruzamento com o “chute do escorpião” para fazer um dos gols mais bonitos da temporada europeia até aqui. Daí por diante, ficou melhor para os donos da casa. Que foram firmes na defesa, diante de um AZ que continuou tendo mais a bola – mas parou na atuação segura do goleiro Peter Leeuwenburgh. Só faltava outra chance de contragolpe para resolver o placar. Ela veio. E Michael de Leeuw também foi preciso (mesmo não tão brilhante quanto Ngonge) para fazer o 2 a 0 que aliviou um pouco a situação dos Groningers: vencendo, deixaram a zona de repescagem/rebaixamento.

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