França vira de novo, bate Espanha por 2 a 1 e é campeã da Nations League; Itália fica em terceiro

A França é a grande CAMPEÃ da Nations League! Em jogo de tempos distintos no Stadio San Siro, em Milão, a Espanha até saiu na frente do placar, mas levou o empate logo na sequência. Depois, com o duelo aberto, a seleção francesa teve mais fôlego e conseguiu converter uma de suas chances em gol – num lance polêmico, por conta de um possível impedimento de Kylian Mbappé.

Além do ‘gol do título’ do craque do PSG, Karim Benzema foi o responsável pelo empate, numa verdadeira pintura de perna direita. Já do lado espanhol, Mikel Oyarzabal acabou indo às redes, mas não evitou a derrota da Fúria. Embora tenha virado o confronto, Mbappé deve dividir o “prêmio” de melhor do jogo com o goleiro Hugo Lloris, responsável por duas grandes defesas já no fim da partida.

Novamente de virada, assim como contra a Bélgica, na semifinal, a França dá uma prova de toda sua força no futebol de seleções. Atual campeã da Copa do Mundo e, agora, vencedora da segunda edição da Nations League, a seleção comandada por Didier Deschamps se coloca como a equipe nacional a ser batida no momento. Com um elenco recheado de estrelas (em todos os setores), a França gerava dúvidas por conta de sua postura relaxada. Isso não aconteceu nesta edição da Liga das Nações. Agora, o time se volta aos duelos das Eliminatórias com a moral lá em cima.

Etapas totalmente distintas

Após um primeiro tempo horroroso, sem qualquer boa chance de gol ou jogada mais interessante, França e Espanha voltaram diferentes para a segunda e decisiva etapa. Arriscando (e correndo) mais, ambas as seleções tiveram suas chanes de marcar. No total, foram 12 tiros a gol de cada uma, com a França acertando uma vez a mais o gol adversário (5 a 4). Na posse de bola, porém, domínio espanhol, com 64%.

O gol da Fúria saiu em um momento no qual a França tinha acabado de mandar uma bola no travessão, com Theo Hernández – herói da semifinal contra a Bélgica. Aos 19 minutos, Busquets lançou Oyarzabal, que venceu o zagueiro Upamecano na corrida. Falha do defensor, que substituiu Varane, lesionado, ainda no primeiro tempo. Aproveitando a brecha, Oyarzabal fuzilou de perna esquerda, cruzado, sem dar chances a Lloris. O goleirão sequer fez menção de pular na bola.

Entretanto, para azar da Espanha, a vantagem durou pouco menos de dois minutos. Não foi possível, portanto, obter mais espaços ou se aproveitar do nervosismo da França, já que Benzema empatou logo na sequência. E não foi um gol qualquer. O camisa 19 recebeu na ponta esquerda, próximo à área, trouxe a bola para o pé direito e bateu com rara felicidade no ângulo esquerdo de Unai Simón.

O goleirão, levemente adiantado, ainda tocou na bola, mas não evitou o golaço. Empate francês e uma nova dinâmica imposta no jogo. Com o ataque todo correndo muito, os Bleus foram chegando mais vezes. Mbappé perdeu, ao menos, três ótimos lances de gol. No primeiro, tentou encobrir o goleiro Simón. Depois, chutou fraquinho, em cima do arqueiro. Enfim, na terceira oportunidade, não desperdiçou.

O gol (e os milagres) do título!

Um lançamento preciso de Theo Hernández colocou Mbappé na cara do gol, aos 35 da segunda etapa. Na imagem reprisada, ficou a impressão de que o camisa 10 estava adiantado, mas nem o bandeira, nem o VAR alertaram o juiz sobre o impedimento. Melhor para o atacante do PSG, que balançou na frente do goleiro e bateu de canhota para virar o jogo. Polêmico, porém definitivo.

Os protestos espanhois de nada adiantaram. Com a vantagem no placar, a França recuou até um pouco mais do que deveria. Mbappé ainda perdeu nova chance, em contra-ataque, além de um chute de Griezmann por cima do gol. No mais, a Espanha apertou, principalmente a partir de cruzamentos para a área. Em dois deles, Hugo Lloris fez intervenções impressionantes. No finalzinho, o desespero levou o goleiro Simón à area da França, mas sem qualquer efetividade.

Apito final dado em San Siro e, com isso, os jogadores franceses puderam comemorar o título. Vitória da equipe que, neste momento, é mais completa e eficaz. Ainda assim, fica uma excelente impressão pelo lado espanhol que, mesmo com uma equipe bastante jovem, competiu de forma muito exemplar. Além da vitória contra a Itália, a Fúria soube brigar de igual para igual contra a França. Faltou, porém, cuidado com alguns detalhes – que acabaram custando a derrota. Enfim,é preciso ter paciência.

Já pelo lado francês, além da grande atuação de Lloris e dos gols decisivos da dupla Mbappé e Benzema, também fica uma menção à boa atuação de Paul Pogba. O meia, inclusive, teve a maior nota do jogo de acordo com o site SofaScore (7,9). Bem na marcação, assim como na distribuição de jogo, Pogba ainda deu bronca nos companheiros, mostrando ótima intensidade e gana pela vitória.

Itália fica em terceiro

Mais cedo, neste domingo, Itália e Bélgica brigaram pela terceira colocação na Nations League. E no Allianz Stadium, casa da Juventus, em Turim, a Azzurra voltou a vencer. Assim como na última Eurocopa, o duelo entre as duas seleções terminou 2 a 1 a favor dos italianos. Barella, com um belo gol, e Berardi (de pênalti) marcaram para a Itália, já na segunda etapa.

No fim, ainda houve tempo para De Ketelaere descontar, mas sem impacto no resultado da partida. Um triunfo importante de Roberto Mancini e companhia para encerrar mais uma boa campanha em torneio europeu. Após o título na Euro, esperava-se que a Itália fosse favorita nesta fase final da Naions League. No entanto, o futebol não é matéria precisa. Em um dia no qual tudo deu errado, a Itália acabou perdendo para a Espanha. Ao menos, a Azzurra mostrou compostura para sair com a terceira colocação.

Bem encaminhada nas Eliminatórias, assim como Espanha, Bélgica e França, a Itália, agora, se volta para buscar a classificação direta ao próximo Mundial, no Catar. Certamente, o cenário do futebol europeu se mostra extremamente equilibrado, com diversas potências e algumas boas seleções voltando a se destacar – como a própria Espanha. Nesse contexto, é impossível elencar as forças no Velho Continente, afinal, a cada mês parece que mudanças ocorrem.

De qualquer forma, podemos dizer que a França, obviamente, sai muito fortalecida desta Nations League. Itália e Espanha também tem pontos positivos a serem destacados e somente a Bélgica, talvez, termine sua trajetória em baixa, por conta da virada sofrida na semifinal. Enfim, nos resta seguir acompanhando o intenso – e volátil – futebol europeu de seleções.

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