Bayern vence Barcelona e deixa evidente a diferença entre as equipes

O Bayern de Munique foi visitar o Barcelona no Camp Nou nesta terça-feira (14) para a estreia na Champions League e saiu vitorioso por 3 a 0. Müller no primeiro tempo e Lewandowski duas vezes no segundo construíram a vitória dos bávaros. Vale lembrar que, com o gol marcado hoje, Thomas Müller chegou a sete gols marcados contra o time da Catalunha na Champions e se tornou o jogador a marcar mais vezes contra este adversário por esta competição.

ESCALAÇÕES

O Barcelona tinha muitos problemas prévios acerca dos nomes disponíveis para esta partida, principalmente no setor ofensivo. Braithwaite, Dembélé e Agüero estão lesionados e os laterais Alba e Dest eram dúvidas. Com isso, Koeman optou por voltar ao seu sistema com três zagueiros e escalou seu time no 3-5-2. Ter Stegen; Ronald Araújo, Piqué, Eric García; Sergi Roberto, F. de Jong, Busquets, Pedri, Alba; Memphis Depay e L. de Jong.

O Bayern, com bem menos problemas nas peças, foi à campo no já conhecido 4-2-3-1. As únicas mudanças em relação ao jogo do final de semana foram as entradas de Süle e Musiala nos lugares de Lucas Hernández e Gnabry, que saiu machucado e ficou como opção no banco hoje. Então, os onze escolhidos foram: Neuer; Pavard, Süle, Upamecano, Davies; Kimmich, Goretzka; Sané, Müller, Musiala; Lewandowski.

PRIMEIRO TEMPO

O jogo teve seu cenário estabelecido, praticamente, desde os primeiros minutos. O Bayern no seu melhor estilo ‘rolo compressor’ prezava pela posse de bola no campo ofensivo e sempre que perdia a bola, executava a marcação-pressão para recuperá-la.

O Barcelona, por ser menos qualificado técnica e taticamente, acabava com menos posse por consequência, mas quando a tinha, valorizava. Não era tão paciente quanto seu rival com a bola no pé e buscava ser mais vertical. No início do jogo, quando conseguia se livrar da primeira marcação dos bávaros, o Barça tinha o campo mais aberto e um interessante cenário de superioridade numérica em seu setor ofensivo. Com os dois alas bem abertos, Memphis, Luuk de Jong e mais a chegada de algum dos meias (F. de Jong ou Pedri), formava-se uma boa transição ofensiva através de um 5v4 (os cinco “atacantes” contra os quatro defensores do Bayern). No entanto, a equipe catalã não conseguiu extrair bons frutos disso e conforme o tempo foi passando o adversário conseguiu conter tais transições.

O time de Nagelsmann apresentou-se de maneira mais perigosa quando encaixava sua marcação alta e organizava rapidamente seus ataques. Foi assim aos 18 e aos 26 minutos, quando Sané e Musiala tiveram boas oportunidades, respectivamente.

Entretanto, apesar do jogo ter um panorama estabelecido, o gol não saiu necessariamente como um fruto disso. Pelo contrário, veio de um lance ocasional e de uma das únicas tentativas através do chute de longa distância.

Em uma boa associação das peças Kimmich, Davies e Goretzka próxima a lateral esquerda, a zaga do Barcelona foi atraída e superada através de tabelas rápidas. Com isso, a bola chegou até Müller, que, com espaço, arriscou de longe e contou com um desvio primordial em Eric García para vencer Ter Stegen e fazer 1 a 0 aos 33 minutos da primeira etapa.

SEGUNDO TEMPO

O cenário do primeiro tempo se manteve e a pressão do Bayern ainda aumentou nos minutos iniciais da etapa. Aos 6 minutos Sané parou em Ter Stegen já dentro da pequena área e aos 11′ nem o goleiro pôde parar Lewandowski. Após um chute de Musiala na entrada da área, a bola carimbou a trave e foi procurar o atacante polonês para ampliar a vantagem.

Com o jogo encaminhado e diante de um Barça impotente, o ritmo do jogo baixou e os bávaros apenas administraram a vantagem.

Os donos da casa se viam cada vez mais sem opções. Com a desvantagem no placar, o time já desgastados e peças nada confiáveis no banco de reservas, Koeman estava de mãos atadas diante deste panorama.

Ainda assim, o técnico tentou mexer e até mudou o esquema do 3-5-2 pro 5-4-1, com alas e meio campo renovados em energia e em idade. O Barcelona terminaria o jogo com mais da metade de seu time com a idade inferior a 22 anos. No entanto, tais mudanças não surtiram muito efeito.

O Bayern, por sua vez, também fez alterações. Mas diferente de seu adversário, tinha peças qualificadas no banco para manter o nível. E o resultado veio em campo. Já na reta final, com um Barça abatido, o time de Nagelsmann mostrou mais uma vez sua insaciável sede de gol.

Em mais um ataque invadindo a área adversária, desta vez Gnabry chutou rasteiro e carimbou a trave. No rebote (de novo) Lewa apareceu, dominou e com muita tranquilidade deixou Piqué no chão para ‘fechar o caixão’ do Barcelona.

Um 3-0 contundente, justo e que demonstra a diferença das duas equipes hoje. O Bayern não pressionou o Barça o tempo todo, mas controlou as ações e o seu adversário durante praticamente os 90 minutos. Fez o que quis e quando quis, principalmente na segunda etapa.

PRÓXIMOS COMPROMISSOS

O Barça volta aos gramados só na próxima segunda-feira (20), às 16h, no Camp Nou, contra o Granada pela quinta rodada da LaLiga.

Já o Bayern, joga no sábado (18), pela quinta rodada da Bundesliga, em casa, contra o Bochum às 10h30.

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